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Carlos Alberto tem crédito com Márcio

O técnico Márcio Bittencourt ainda não perdeu totalmente a paciência com o meia Carlos Alberto, diferentemente do que já acontece com alguns torcedores corintianos. O meia, depois de um começo razoável, caiu no conceito, sobretudo pelos cartões amarelos e vermelhos que vem tomando no Brasileirão. O chamado custo-benefício de sua contratação ainda não convenceu. Pior: Carlos Alberto vem jogando mal, erra passes com freqüência e não chega ao ataque como se espera dele. Tem evitado a imprensa para não precisar se explicar. Contra o Paraná, neste sábado, em Maringá, será titular. Roger e Hugo terão de cumprir suspensão automática. O primeiro, por cartão amarelo; o segundo, por cartão vermelho contra o Palmeiras. Nesta quinta, no coletivo de dois tempos, Márcio mostrou muita paciência para orientar o jogador. O meia foi, disparado, o atleta que mais teve a atenção chamada pelo treinador - sempre sem sobressaltos, mas de forma incisiva. Muitos problemas preocupam o técnico em relação a Carlos Alberto. Um deles é a pontaria nos arremates. O meia teve quinta duas boas oportunidades de concluir a gol, aproveitando rebote na entrada da área, mas errou em ambas, mandando a bola quase que no mesmo lugar, longe do gol da equipe reserva. O outro defeito cobrado em gestos pelo treinador após o trabalho diz respeito à sua colocação em campo. Márcio quer Carlos Alberto jogando mais avançado, dominando a bola no meio-de-campo e partindo para cima dos marcadores, algumas vezes caindo pela lateral esquerda. Carlos Alberto poderia ser reforço importante do setor se jogasse mais perto de Gustavo Nery e Tevez. O time principal apanhou de 3 a 1 e isso certamente serviu de alerta para o elenco. Todos têm de correr mais. O Corinthians aposta todas as suas fichas numa arrancada no Brasileirão. Uma vitória contra o Paraná deixará o clube bem mais próximo da ponta da tabela. Hoje tem 19 pontos - quatro a menos que a líder Ponte Preta. O coletivo desta quinta também serviu para motivar dois jogadores em especial, que infernizaram a defesa adversária até o fim do coletivo: Gustavo Nery e Tevez. Apesar da derrota, ambos atuaram muito bem pela esquerda, sempre como opção de ataque. Tiveram chegadas velozes pela linha de fundo e deram passes açucarados para os companheiros vindos de trás, na entrada da área. Foi dessa maneira que Carlos Alberto teve duas chances de marcar, mas engrossou nos chutes. Todas as jogadas desembocavam na esquerda, com Tevez dominando a bola, passando o pé sobre ela, até a passagem de Gustavo Nery. Era difícil marcar. O único gol do time titular foi marcado pelo lateral, numa dessas arrancadas. Contra o Paraná, o Corinthians deverá se valer muito dessa jogada. E para não enfraquecer o setor defensivo pelo lado esquerdo, o técnico Márcio Bittencourt segurou o lateral Edson e manteve os zagueiros Marinho e Betão o tempo todo atrás da linha do meio.

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