Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Carlos Miguel Aidar é eleito presidente do São Paulo

Dirigente vai para o seu terceiro mandato no clube tricolor

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2014 | 23h44

SÃO PAULO - O advogado Carlos Miguel Aidar, de 67 anos, é o novo presidente do São Paulo. Apoiado por Juvenal Juvêncio, ele foi eleito na noite desta quarta-feira para comandar o clube pelos próximos três anos, após o oposicionista Kalil Rocha Abdalla desistir de concorrer no pleito realizado no Morumbi.

Aidar já foi presidente do São Paulo entre 1984 e 1988, período no qual teve como diretor de futebol justamente Juvenal Juvêncio. Agora, ele está de volta ao poder, com a missão de fazer o time voltar a ganhar títulos - nos últimos seis anos, faturou apenas a Copa Sul-Americana de 2012.

Idealizador do Clube dos 13 e dos "Menudos do Morumbi", Aidar espera repetir a vencedora administração anterior, que lhe rendeu um título do Brasileirão e dois do Paulistão. "É hora de criar um fundo de captação de investimentos para o futebol", afirmou o presidente, após ser eleito.

Com a desistência da chapa da oposição, cuja derrota já era esperada desde a definição dos novos conselheiros há 10 dias, Aidar foi candidato único na eleição e acabou confirmado no cargo. A noite também garantiu a condução de Carlos Augusto de Barros e Silva, conhecido como Leco, à presidência do Conselho Deliberativo do clube, no lugar de José Carlos Ferreira Alves. Assim, ele volta a ganhar prestígio após ter ficado em papel secundário no último mandato de Juvenal Juvêncio.

A retirada da candidatura de Kalil, anunciada poucas horas antes da eleição, teve como objetivo frear a votação do projeto de cobertura do Morumbi, prevista para acontecer logo depois do pleito presidencial. Como não tinha chance de vitória, o oposicionista optou por esvaziar a disputa desta quarta-feira e postergar a definição sobre a reforma do estádio, orçada em R$ 460 milhões.

Para votar a reforma do Morumbi, era necessário o quórum de 75% de conselheiros, que não foi atingido mais uma vez - os oposicionistas não entraram na sessão do Conselho Deliberativo, o que frustrou os planos do grupo de Juvenal para aprovar o projeto já nesta quarta-feira.

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