Matheus Oliveira/Flamengo
Matheus Oliveira/Flamengo

Carpegiani critica demissões 'precipitadas' do Fla e diz: 'Ficha ainda não caiu'

"Cheguei no dia 7 de janeiro, tinham apenas sete jogadores no elenco, sendo dois goleiros", disse o treinador, em entrevista no SporTV

Estadão Conteúdo

03 de abril de 2018 | 15h58

O técnico Paulo César Carpegiani não escondeu a decepção por ter sido demitido do Flamengo. Dispensado na última quinta-feira, um dia depois da eliminação para o Botafogo na semifinal do Campeonato Carioca, o treinador admitiu a surpresa com a decisão da diretoria e cravou: "A ficha ainda não caiu".

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"Sinceramente, ainda não me caiu a ficha. Cheguei no dia 7 de janeiro, tinham apenas sete jogadores no elenco, sendo dois goleiros. O restante se apresentou 13 de janeiro por causa da Sul-Americana. Para início de campeonato, tivemos que recorrer à molecada que estava em São Paulo (na Copinha)", lembrou, em entrevista ao SporTV.

O time rubro-negro até começou bem o ano e arrancou elogios da torcida, mas justamente quando o elenco principal foi acionado, os resultado não foram os esperados. Mesmo assim, foram apenas três derrotas sob o comando do treinador, sendo duas com o time reserva, quando os titulares eram poupados para a Libertadores.

"Vim para o Flamengo baseado em uma coisa: Libertadores. Era uma prioridade nossa. Por isso, nem tinha multa rescisória nem nada. Tivemos só três derrotas, sendo duas como preparação para a Libertadores. Foi apenas uma com o time titular, diante do Botafogo", comentou.

Carpegiani, porém, não foi o único a sair. O Flamengo decidiu realizar uma revolução no futebol e demitiu também o auxiliar Jayme de Almeida, o preparador físico Marcelo Martorelli e o diretor executivo Rodrigo Caetano. As dispensas foram criticadas pelo treinador, principalmente a de Rodrigo.

"Na minha opinião, houve uma precipitação. Não sei em que momento as coisas do passado estavam, mas pelas próprias declarações, você nota que já havia a possibilidade de uma saída. Não sei porque. O Rodrigo é uma pessoa que, como gestor, não tem melhor. Tudo ficava nele, é um profissional excepcional", comentou.

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