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Carpegiani quer que Ponte Preta se inspire no Barcelona

Para o treinador, time espanhol pratica um futebol compacto

AE, Agência Estado

19 de junho de 2013 | 17h52

CAMPINAS - Na sua chegada à Ponte Preta, nesta quarta-feira, o técnico Paulo César Carpegiani não quis prometer nada em relação ao futuro do time no Campeonato Brasileiro. Mas ele espera, com muito trabalho e pés no chão, tirar o time da lanterna e ainda buscar uma posição de destaque. Ele só adiantou que deseja contar com uma equipe competitiva, que possa ter a categoria do Barcelona, campeão espanhol, e a eficiência do Bayern de Munique, atual campeão da Liga dos Campeões.

"Sou oriundo do futebol gaúcho. Nós somos meio metidos, gostamos de futebol competitivo, de resultado. Futebol paulista é o mais competitivo do Brasil. É este futebol que gostaria de ver, futebol compacto. E duas equipes, hoje, praticam: Barcelona e Bayern de Munique", explicou.

Na visão do treinador, muitas vezes até apelidado de "Professor Pardal", os times precisam ter uma defesa segura e ao mesmo tempo serem agressivos. "Não gosto de oba-oba. Encontrar este equilíbrio entre defesa e ataque parece fácil, mas na prática é muito difícil", explicou.

Ciente de que terá muito trabalho pela frente, Carpegiani ressaltou que ainda há muito tempo para buscar a reabilitação. Ele evitou falar em metas, mas deixou claro que espera ver a Ponte em uma situação mais confortável dentro de dois meses. "Eu não tenho medo da lanterna", avisou.

"Não gosto de estipular prazos, mas temos dois meses para alavancar isso e levar o time lá para cima. Onde vamos chegar? Eu não me atreveria a dizer, mas tenho uma ambição de sair desta situação. Sou perfeccionista e sempre procuro algo próximo disso", completou.

Para reforçar seu argumento, Carpegiani citou as situações de alguns favoritos ao título brasileiro. Se a Ponte é a lanterna, com três pontos, o Corinthians é apenas o 13.º colocado, com seis pontos. O Atlético-MG, que prioriza a Taça Libertadores, está pior ainda: é o 18.º, com quatro pontos.

Com relação ao elenco, o técnico prefere primeiro trabalhar com o grupo antes de fazer uma avaliação. Mas adiantou "que pelo time que tem não era para a Ponte está lá atrás". A sua nova comissão técnica vai contar com seu filho, Rodrigo, como auxiliar, e com Zé Sérgio, efetivado como auxiliar fixo do clube e deixando, desta forma, o time Sub-20. O preparador físico será Juninho, que vinha trabalhando com Guto Ferreira, o ex-técnico.

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