Silvio Luiz/A Tribuna
Silvio Luiz/A Tribuna

Carro de são-paulino foi incendiado por santistas, diz PM

Motorista do veículo não registrou boletim de ocorrência

GONÇALO JUNIOR, Luiz Alexandre Souza Ventura , O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2015 | 09h37

Atualizada às 11h40

As confusões promovidas por torcedores no clássico entre Santos e São Paulo, na noite de quarta-feira, também provocaram danos materiais. A Polícia Militar informou que o carro de um são-paulino foi incendiado por santistas e tenta identificar os suspeitos. Segundo o delegado Carlos Fogolin, do 2º DP de Santos, o motorista do veículo não registrou boletim de ocorrência, mas já foi identificado a partir da placa do carro.

"Estamos tentando reunir informações. A vítima conversou com os policiais militares no local do incêndio, mas não quis fazer o boletim. Nossa equipe já está na rua, apurando os detalhes. Também vamos verificar se há câmeras de segurança na área que possam nos ajudar a identificar suspeitos", explica Fogolin.

De acordo com a Polícia Militar, o carro era usado por um torcedor do São Paulo que mora na capital paulista, mas os policiais não confirmam se ele é o proprietário. O veículo estava estacionado na altura do número 31 da Rua Álvares Cabral, em frente ao muro da Escola Estadual Professor Primo Ferreira, bem perto da esquina com a Rua Dom Pedro I, a aproximadamente 250 metros da Vila Belmiro. 

No local do incêndio, o motorista disse aos policiais que ele e alguns amigos deixaram no carro camisas de uma torcida uniformizada do São Paulo porque é proibido entrar com esse tipo de roupa no estádio. Há suspeita de que torcedores rivais tenham identificado as camisas e, por isso, ateado fogo no veículo. Segundo a PM, testemunhas informaram que um grupo de ao menos dez pessoas participou da ação durante o segundo tempo da partida vencida pelo time do Santos.

O clássico entre Santos e São Paulo também quase foi um palco de um novo confronto entre torcidas. Houve um princípio de confusão entre torcedores das duas equipes nas proximidades da Vila Belmiro. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 40 santistas atiraram pedras em quatro ônibus de são-paulinos. A PM agiu rápido e conseguiu interromper o princípio de confronto. Não houve feridos. Os são-paulinos se atrasaram, ainda de acordo com a PM, por causa de uma outra tentativa de emboscada, ainda na capital paulista.

O clássico atraiu pouco mais de cinco mil torcedores ao estádio, pouco mais de 500 eram de são-paulinos. Um dos fatores que prejudicaram a presença da torcida santista foi o alto valor cobrado pelos ingressos. Os preços das arquibancadas eram de R$ 100 (R$ 50 para meia-entrada). "Precisamos do torcedor mais perto de nós", afirmou o técnico Dorival Junior após a partida na Vila Belmiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.