Montagem/AP
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Cartola inglês critica dirigentes brasileiros sob investigação

Greg Dyke também defende o fim do reinado de Joseph Blatter

Jamil Chade, correspondente em Zurique, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 07h28

"Existem enormes perguntas sobre o envolvimento de dirigentes na organização do futebol brasileiro". Quem faz o alerta é o presidente da Federação Inglesa, Greg Dyke , um dos maiores críticos da Fifa e que defende o fim do reinado de Joseph Blatter. "O futebol brasileiro tem esse grande ponto de interrogação e tem sido assim já por um bom tempo", declarou. 

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi um dos cartolas detidos na Fifa nesta semana e, nas investigações do governo americano, referências a Ricardo Teixeira também são feitas. 

Mas, para Dyke, é a posição de Blatter que precisa acabar. "Ainda pensamos que o que tem de acontecer é que a Fifa tem de ficar sem o Blatter", disse. "É irrelevante se o senhor Blatter está envolvido ou não nessa bagunça, ele é a pessoa que liderou a Fifa por 16 anos e agora vemos os resultados. Ele deve assumir a responsabilidade", atacou.

O inglês aposta que o concorrente de Blatter, o príncipe da Jordânia, Ali bin Hussein, terá maiores chances agora de ser eleito, diante da crise. Hoje, a Uefa avalia um eventual boicote contra o congresso da Fifa que começa no final do dia. 

Dyke, porém, é contra o boicote. "Pessoalmente acho que não vale", disse. "Penso que Ali pode ganhar, e nesse caso vamos atingir o que viemos fazer aqui, que é dizer adeus ao senhor Blatter", insistiu.

"A Fifa precisa de uma liderança totalmente diferente agora. Precisa de alguém que respire transparência e honestidade", completou. Blatter, durante todo o dia, cancelou eventos e discursos que daria em Zurique.

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