Marcos de Paula/Estadão - 12.12.2013
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Cartolas da Portuguesa vão a audiência no Ministério Público

Dirigentes devem mostrar documento enviado pela CBF condicionando empréstimo à desistência da vaga na Série A

Gonçalo Junior e Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2014 | 05h02

RIO - Esta quarta-feira é um dia importante na luta da Portuguesa para permanecer na Série A. Os dirigentes do clube vão participar de uma audiência no Ministério Público que faz parte do inquérito para investigar irregularidades no rebaixamento do clube. Os dirigentes devem apresentar o documento enviado pela CBF condicionando um empréstimo de R$ 4 milhões à desistência da vaga na Série A.

O MP acredita que houve desrespeito do Estatuto do Torcedor na punição da perda de quatro pontos imposta ao clube pelo STJD pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada, contra o Grêmio. A punição deveria ter sido divulgada antes da partida, o que não aconteceu. "Vamos mostrar os argumentos que já havíamos mostrando, mas sabemos que agora o julgamento será técnico", diz Orlando Cordeiro de Barros, vice-diretor jurídico da Lusa.

O inquérito aberto pelo MP representa uma tábua de salvação para o clube que, desde o momento do rebaixamento, não tinha uma estratégia jurídica definida para se defender.

A investigação ganhou importância também depois que as liminares obtidas pelos torcedores na Justiça começaram a ser cassadas pela CBF. Após a cassação de uma ação flamenguista, muito parecida com a do advogado Daniel Neves, que recolocou a Lusa na Série A, na semana passada, os dirigentes acreditam que os torcedores perderão a guerra das liminares. Por enquanto, os cartolas descartam apelar à Justiça comum para evitar atritos ainda maiores com a CBF e a Fifa.

O caminho do inquérito, porém, é longo. O MP vai ouvir também a CBF e o STJD. Se confirmar a irregularidade na punição, o órgão vai abrir uma Ação Civil Pública contra a confederação, levando ação à Justiça.

ACAREAÇÃO

O advogado Osvaldo Sestário, contratado pela Portuguesa para acompanhar o julgamento de Héverton no STJD, que definiu a queda da Lusa, divulgou sua conta telefônica com ligações para Valdir Rocha, diretor jurídico da Portuguesa. Segundo Sestário, a suspensão de Héverton foi informada à Lusa nessas ligações. Rocha diz que eles trataram de outros assuntos, e sugere uma acareação entre os dois.

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