Cartolas preparam ?divisão do bolo?

Parece incrível, mas os dirigentes do futebol brasileiro conseguem se superar a cada gesto. Lamentavelmente, de maneira negativa. Nem bem saíram de uma reunião, na quinta-feira, na qual fecharam acordo financeiro de três anos com a Rede Globo, que vai pagar R$ 65 milhões para transmitir o Rio-São Paulo de 2002, novo impasse põe em risco o projeto que cria a Liga Rio-São Paulo.Com o dinheiro da tevê em mãos, a hora é de "dividir o bolo". Os critérios para o rateio serão definidos na quarta-feira, em encontro na sede da recém-criada entidade, entre o integrantes do comitê executivo. Nos bastidores a briga já começou. E não é pequena.Enquanto parte dos clubes defende três níveis de cota - uma para os oito grandes, outra intermediária para Portuguesa, Ponte Preta e Guarani e uma terceira que seria destinada a Etti/Jundiaí, Botafogo-SP, América-RJ, Bangu e Americano -, Corinthians e Flamengo querem valor diferenciado. A alegação: os índices de audiência que proporcionam. Na primeira fase do Brasileiro, os times (ambos desclassificados) foram utilizados como arma da emissora na guerra pela atenção do público.Azulão - Outra questão não esclarecida é a inclusão (ou não) do São Caetano. Líder isolado do Campeonato Brasileiro, a equipe ainda tenta vaga no Rio-São Paulo. "Pagamos R$ 65 milhões pelos direitos de transmissão de uma competição com 16 times", afirmou o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto. Daí a questão: quem sai para o Azulão entrar?Segundo o presidente do São Paulo, Paulo Amaral, que, ao lado de seus colegas de Santos, Flamengo e Fluminense, forma o quarteto que compõe o comitê, o assunto "São Caetano" não foi discutido. "Mas poderemos fazê-lo em encontros futuros".

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