Carvalho e Corona garantem: não teve interferência externa

Árbitro e auxiliar se defendem de críticas do Corinthians pela expulsão de Túlio no 1 a 1 com o São Paulo

Redação

15 Fevereiro 2009 | 22h44

 SÃO PAULO - As críticas do Corinthians, em especial o técnico Mano Menezes e o diretor de Futebol Mario Gobbi, que houve interferência externa na expulsão do volante Túlio, no primeiro tempo do 1 a 1 com o São Paulo, são infundadas para a dupla José Henrique de Carvalho e o auxiliar Ednilson Corona. Eles garantem que a decisão no lance foi totalmente deles, em campo.Veja também: São Paulo e Corinthians ficam no 1 a 1, após polêmicas Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão "Não houve interferência, nada. Só teve um probleminha, um bip que começou a tocar sem parar. Fiquei nisso por 2, 3, 4 minutos, justamente neste momento. Não tive contato com o Corona neste momento [do lance da expulsão]. Eu já tinha olhado para trás e visto o André Dias no chão. Fui até o Corona, porque ele bipou [no receptor no braço esquerdo] e daí ele explicou", conta Carvalho, em entrevista à TV Band.Corona assumiu a responsabilidade total pelo lance. "Eu vi tudo o que aconteceu, não recebi aviso nenhum. Ele [Túlio] deu um soco no André. Eu tentei falar no comunicador, mas o sistema fez o sinal dizendo que estava aberto, de que alguém estava falando, isso acontece. Eu vejo toda a jogada, poderia ter levantado a bandeira, mas a jogada segue. Eu bipei. O rádio não funcionou. Eu informo a ele o que eu vi, não porque alguém disse algo."Carvalho só ficou indignado com a insinuação dos corintianos. "Isso que ele [Mano Menezes] falou não condiz com o que aconteceu no campo. Respeito o Mano Menezes, mas ele foi muito infeliz mesmo. O Corona poderia ter levantado a bandeira, mas existem outras formas de comunicar o árbitro, só para reforçar"."Ele [Mario Gobbi] deveria acompanhar um pouco mais o futebol de São Paulo. Eu sou árbitro que atuou desde 2005 e já apitei na final do Campeonato Paulista. Ano passado tive uma falha [dois amarelos para o mesmo jogador sem expulsá-lo] e venho de um bom Brasileirão. Ele foi infeliz", concluiu o árbitro.

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