Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Casemiro minimiza chance de colchão ter lesionado Marcelo: 'Já dormi no chão'

O lateral-esquerdo foi substituído após ficar menos de dez minutos em campo contra a Sérvia

Almir Leite e Leandro Silveira, enviados especiais/Sochi, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 15h14

O volante Casemiro minimizou a possibilidade de o colchão do hotel onde a seleção brasileira se hospeda durante a Copa do Mundo ser a razão para as dores nas costas de Marcelo. Na última quarta-feira, o lateral-esquerdo foi substituído após ficar menos de dez minutos em campo no triunfo por 2 a 0 sobre a Sérvia, por causa de um espasmo no local.

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Após o confronto, o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, avaliou que o problema em Marcelo pode ter sido ocasionado pelo colchão utilizado por ele. O lateral-esquerdo ainda não voltou a treinar pela seleção, tendo apenas descido de chinelos para o campo no treinamento desta sexta, especialmente para acompanhar uma conversa de Tite com todo o elenco.

Assim, Marcelo não tem retorno garantido para o duelo de segunda-feira com o México, pelas oitavas de final da Copa. "Estão falando se o colchão é ruim ou bom... Não tenho muito o que falar. Na nossa infância, muitos jogadores dormiam no chão, sem colchão. Cada um coloca a culpa no que for, mas eu dormi muito tempo no chão. Cada um tem suas explicações", afirmou Casemiro, em entrevista coletiva, nesta sexta-feira.

Casemiro foi um dos últimos jogadores a se apresentar a Tite para a Copa do Mundo, pois defendeu o Real Madrid na decisão da Liga dos Campeões, tendo participado de mais uma vitoriosa campanha do time espanhol no torneio continental. Ele é, também, um dos atletas da seleção que mais atuou na última temporada, tendo entrado em campo 48 vezes pelo seu clube.

 

Nem por isso, porém, Casemiro enxerga o desgaste como uma dificuldade para manter o alto nível na Copa do Mundo. Para ele, tudo é um privilégio. "É um sonho. Ganhei a Champions outra vez e sou a pessoa mais feliz do mundo por estar aqui jogando a Copa pela seleção. Fisicamente, com a tecnologia e profissionais que temos, não vejo problema. Tenho 26 anos e muita vontade para correr", afirmou.

Assim, a única preocupação de Casemiro nesse momento é a seleção mexicana, rival do Brasil na segunda-feira, em Samara, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. E ele promete atenção redobrada, especialmente pela possibilidade de o técnico Juan Carlos Osorio tentar surpreender a equipe.

Casemiro revelou que conversou com amigos sobre o estilo do treinador, que costuma fazer diversas modificações em suas equipes entre um jogo e outro. "O treinador deles é muito esperto, trabalhou no São Paulo e me falaram muito bem dele. Tenho certeza de que vai querer nos surpreender", comentou.

 

 

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