Emilio Naranjo/EFE
Emilio Naranjo/EFE

Casillas minimiza reserva na Espanha: 'Não sou imortal'

Então titular incontestável, goleiro não vive bom momento, perdeu a vaga para De Gea na seleção e se reveza com Navas no Real

Estadão Conteúdo

15 de outubro de 2014 | 11h01

Titular incontestável do Real Madrid e da Espanha por muitos anos, Casillas vive momento diferente na atual temporada. Criticado no clube e na seleção, o goleiro vê o banco de reservas como uma nova realidade. No Real, passou a fazer parte de um rodízio com Keylor Navas. Já com as cores do país, perdeu a titularidade para De Gea na partida contra Luxemburgo, no último domingo, pelas Eliminatórias para a Eurocopa de 2016.

O momento, no entanto, não preocupa Casillas, que viu a decisão do técnico Vicente del Bosque como o início de uma transição. "Vai ser uma transição boa. Não sou imortal e cada um tem de saber quando deixar a seleção. No dia de hoje me vejo bem e forte para ajudar meu país a estar na Eurocopa da França e depois tentar conseguir ganhá-la, mas não vai ser fácil porque muitas equipes estão fortes", declarou nesta quarta-feira.

O goleiro ainda garantiu encarar com naturalidade esta mudanças. Ele descartou qualquer problema com Del Bosque e admitiu que a idade - está com 33 anos - é o principal fator para que já haja uma preocupação com o novo titular da seleção espanhola.

"Tenho uma relação fabulosa com o Del Bosque. Não me senti mal por não ter jogado contra Luxemburgo. É a lei da vida, porque não vou poder jogar futebol para sempre. De Gea ou Casilla têm um presente e um futuro pela frente", afirmou.

Se na seleção a transição tem se dado de forma natural, no Real Madrid a história está sendo um pouco diferente por conta da pressão da torcida. Desde o início da temporada, Casillas tem sido constantemente vaiado em jogos no Santiago Bernabéu, mas, mais uma vez, ele levou com naturalidade o momento.

"Me sinto muito querido. Ninguém gosta de ser vaiado, mas eu não tenho problemas. O público é soberano e o que tenho que fazer é treinar bem, jogar bem e que ao final da temporada consigamos celebrar todos juntos em Cibeles (praça na cidade de Madri onde tradicionalmente os clubes comemoram títulos). Não vou contra meu público, que é quem está nos momentos mais difíceis e também nos bons", comentou.

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