Caso Caxias: segue a controvérsia

Nesta quinta-feira, Marcos Guerra, integrante do colegiado que administra o Caxias, manteve uma reunião com José Batista Bastos, presidente interino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Eles conversaram sobre o caso Caxias-Figueirense e Bastos reafirmou a disposição da entidade de respeitar as decisões da Justiça, tanto Comum quanto Desportiva. O presidente interino deixou claro que não admitirá aumento do número de clubes na Série A. "Se o Caxias subir, o Figueirense não participará. Só um dos dois ficará na Série A". O clube mantém a esperança de confirmar a participação. Mas, por precaução, está diminuindo o ritmo das contratações de reforços.O caso teve novos episódios nesta semana. Na tarde de quarta-feira, o presidente em exercício da CBF reconheceu o recebimento de uma notificação por meio de um telegrama. Até então, a entidade não admitia esse meio para ser intimada da liminar concedida pelo juiz Antônio Claret Flores Ceccato, da 6ª Vara Cível do Fórum de Caxias. Segundo os seus dirigentes, era necessária a presença de um oficial de justiça para isso.Ainda na quarta-feira, a CBF enviou a Caxias o advogado Cláudio Silveira Batista com a missão de pegar uma cópia do processo no qual foi concedida a liminar. Ao mesmo tempo, o assessor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, passou a admitir, pela primeira vez, a presença do time caxiense na Série A no caso de não ser possível reverter a decisão.Histórico - A liminar tem como base um possível erro do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que deu ganho de causa ao Figueirense na questão contra o Caxias. O caso se arrasta desde a última rodada da Série B do Brasileirão de 2001. Na oportunidade, a torcida do Figueirense invadiu o gramado quando faltava pouco mais de um minuto para o encerramento da partida, já no período de acréscimo de tempo.Num primeiro julgamento, o STJD deu os pontos ao Caxias, que foi considerado como integrante da Série A.Mas, dias depois, o STJD revisou a decisão. O tribunal tirou os pontos do Figueirense, mas considerou válido o gol dessa equipe, que vencia por 1 a 0 no momento da interrupção. A prefeitura entrou com a ação na Justiça Comum e conseguiu a liminar. A princípio, o juiz Ceccato determinou uma multa diária de R$ 100 mil, a serem cobrados a partir da última terça-feira, enquanto o Caxias não fosse incluído na Série A. A partir de sábado, o valor deverá subir para R$ 150 mil diários, se a CBF continuar desobedecendo a determinação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.