Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Caso Fifa: Delator revela que enganava chefe para embolsar mais propina

Executivo brasileiro combinava valor alto de suborno a ser pago para dirigentes apenas para embolsar a diferença

O Estado de S. Paulo

06 de dezembro de 2017 | 22h55

O depoimento de um novo delator no julgamento de corrupção da Fifa, na corte do Brooklyn, em Nova York, mostrou nesta quarta-feira novos métodos de propinas. O ex-diretor da Traffic USA, Fábio Tordin, contou que dentro do próprio esquema havia um sistema paralelo de superfaturamento de suborno para desvios com destino a intermediário e a pessoas no Brasil.

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O executivo detalhou que passou a integrar o esquema depois de ser demitido em 2006, da Traffic, cujo dono, José Hawilla, é um dos réus no julgamento. O ex-diretor, então, começou a atuar por outras empresas com o objetivo de tirar do empregador anterior os direitos de transmissão de eventos esportivos. Durante um dos serviços, pela Media World, Tordin contou que relatava aos seus chefes um valor mais alto de propina para poder embolsar a diferença.

Os subornos para compras de direitos esportivos deram certo em países da América Central, como na Costa Rica. Por lá, dirigentes da federação receberam o equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão para as partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 e 2022. O delator Tordin fechou um acordo para devolver R$ 2 milhões ao Fisco americano. Houve também a tentativa de implantar o mesmo esquema com dirigentes argentinos.

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