Caso Oeste volta ao Tribunal após carnaval

O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol vai julgar o Oeste de Itápolis quinta-feira. O julgamento, em segunda instância, vai analisar o caso em que o clube foi penalizado com a perda de 12 pontos e também multado em R$10 mil por usar três jogadores inscritos irregularmente. Daniel, João Marcelo e Adão atuaram diante do Santo André, enquanto Daniel também enfrentou o Santos. Na ocasião eles não tinham os cartões de inscrição, nem tinham as liberações das federações do Paraná e de Santa Catarina, onde os jogadores estavam vinculados. O clube perdeu três pontos em cada atuação, totalizando 12 pontos por conta das duas participações do meia Daniel. Em primeira instância, o clube perdeu por dois votos a um, mas agora espera reverter a decisão no Tribunal Pleno. Independente deste julgamento, a decisão ficará mesmo nas mãos do Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, última instância em que cabe recurso. O motivo é simples: há três outros clubes - União São João, Mogi Mirim e Guarani - atuando no processo como terceiros interessados. Estes clubes, na realidade, contrataram o advogado João Zanforlin para que a sentença inicial seja mantida. Assim eles se livram do rebaixamento para a Série A2, independente dos resultados que tenham em campo. No momento, o Oeste seria o rebaixado do Grupo 2, com sete pontos negativos. O Guarani soma seis, o Mogi quatro e o União de Araras nenhum ponto. Extorsão - O "Caso Oeste" ganhou proporções depois da denúncia do clube, oficializada na segunda-feira, de tentativa de extorsão por parte do advogado Hely Bíscaro, empresário de jogadores e ex-presidente do Marília. Haveria, segundo a direção do Oeste, um acerto de R$ 60 mil para que o relator Washington Rodrigues de Oliveira mudasse sua posição inicial, que tinha condenado o clube. O deputado Geraldo Vinholi (PDT), patrono do clube, foi quem fez a denúncia junto ao presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero. Ela foi oficializada na segunda-feira, mas segundo o deputado a direção da entidade já tinha sido avisada quatro dias antes. "Avisamos o presidente (Marco Polo) e fomos aconselhados a tentar um flagrante na terça-feira, dia 17. Só que não deu certo, então resolvemos divulgar toda a história à imprensa", explica Vinholi. Segundo ele, o presidente do Tribunal de Justiça da FPF, Naeif Saad Neto, teria dado voz de prisão para o auditor Oliveira, que foi encaminhado ao Deic da capital e indiciado por extorsão. "O Naeif me disse que o Washington (Rodrigues de Oliveira) confessou que iria receber R$ 50 mil", assegura o deputado. Por conta deste caso de extorsão, o Oeste espera reverter a situação no novo julgamento. O advogado da primeira sessão, José Carlos Rodrigues, será auxiliado por Alexandre Rodrigues. Ambos pertencem ao Sindbol - Sindicato dos Clubes de Futebol.

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