Alexander Zemlianichenko/AP Photo
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Casos de violência ocorridos durante a Copa não preocupam, segundo dirigentes

Alexey Sorokin, CEO do Mundial, afirma que sabe dos incidentes, mas que foram ocasiões isoladas e não têm nada a ver com hooliganismo

Glauco de Pierri e Jamil Chade, enviados especiais/Moscou, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 09h08

Os casos de violência registrados na Copa do Mundo, as informações presentes no Fan Id, aquela identificação com todos os dados dos torcedores que vieram à Rússia, e ainda as ameças de terrorismo também foram tema da entrevista coletiva concedida hoje, no estádio Luzhniki, em Moscou, por Alexey Sorokin, CEO do Mundial, e Colin Smith, diretor de competições da Fifa. Assim como no caso dos assédios, os cartolas trataram de minimizar qualquer problema levantado sobre o assunto.

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“Sabemos sobre incidentes nos estádios, mas foram pequenos”, disse Sorokin, afirmando que os casos de violência foram isolados e não têm nada a ver com hooliganismo. Sobre a retirada do Fan Id (sem ele, o torcedor não pode entrar nos estádios), mais uma vez o CEO contemporizou. “Essa decisão de retirar ou não também é menor, mas não tenho os dados de quantos perderam a identificação”.

Nem as ameças de terrorismo assuntam o CEO da Copa. “Falamos muitas vezes que temos uma Força de Segurança muito sólida. Todas as agência estatais, tudo funcionou. Não tivemos nenhum incidente grave e não vamos ter. Estamos seguros em relação à isso”, disse Sorokin.

Para ele, não há nenhum problema na coleta dos dados feita pela Rússia. “Só queremos identificar quem é que vai ao estádio. O torcedor de futebol não é um problema de segurança. Quem tem o Fan Id tem grande vantagem, tem trem gratuito, ônibus. O problema é de quem quer cometer atos ilícitos. Ai, as autoridades vão decidir a cada caso, se é motivo para se aplicar código civil, penal, etc. Não é o COL que toma essa decisão”, disse.

 

Sorokin garantiu que a Rússia não vai usar os dados dos torcedores de forma ilegal. “Fan Id é para controlar quem entra no estádio, ver se tem algum antecedente e garantir que a pessoa que vá ao campo não vai ameaçar ninguém. Vamos cumprir nossa parte no acordo com a Fifa. Essa identidade é apenas para evitar mercado negro de ingressos, entradas copiadas ou fraudulentas. São motivos futebolísticos.”

Colin também opinou sobre o assunto. “Estádios são para quem quer desfrutar dessa experiência. Se uma pessoa mostra que não se enquadra nesse padrão, porque devemos deixá-la ir no futuro? Vamos estudar os resultados do Fan Id depois da Copa para deixá-lo ainda melhor para a Copa do Catar”.

 

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