Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Cássio defende pênalti de Rogério Ceni pela segunda vez na carreira

Corintiano já havia salvado o time no 0 a 0 do Brasileirão de 2013

O Estado de S. Paulo

08 Março 2015 | 17h35

Pênalti para o São Paulo no Morumbi. Rogério Ceni pega a bola, ajeita com carinho e bate para a defesa de Cássio, que ainda vê a bola bater na trave antes de sua defesa aliviar o perigo. A narração poderia ser do lance do clássico deste domingo, contra o Corinthians, no Morumbi, diante de 18 mil pagantes, mas remete-se a outro Majestoso, no Brasileirão de 2013. No chute livre deste domingo, Ceni cometei sua segunda falha numa penalidade contra Cássio. Ou, para os corintianos, Cássio opera o segundo milagre diante de Ceni.

Maior goleiro artilheiro do futebol mundial, com 124 gols, Rogério Ceni não costuma levar sorte quando Cássio está do outro lado em lance de penalidade máxima. Neste domingo, ele optou por bater o pênalti discutível após uma bola no braço do zagueiro Gil, que foi expulso, com força, no meio do gol, muito fora do seu estilo. Imaginava que Cássio pulasse para um canto e acabou vendo o gigante corintiano desviar a bola com a perna longa. A bola bola ainda carimbou o travessão antes de sair da área.

O clássico estava 1 a 0 para o Corinthians e, naquele momento, saindo o empate, a pressão seria enorme, pois Gil fora expulso e o São Paulo partiria para cima, como fez mesmo depois do gol perdido. Mas Rogério mais uma vez falhou diante de Cássio e o São Paulo não teve forças para buscar a igualdade, o que já estaria de bom tamanho dadas as circunstâncias da partida.

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Ceni não se perdoou do erro. "Foi minha responsabilidade essa derrota. Eu fui o designado para cobrar o pênalti", assumiu o goleiro. "O São Paulo podia ter vencido, o time jogou bem melhor do que na Libertadores e merecia um resultado positivo", observou, novamente assumindo a culpa da derrota. "Se eu tivesse convertido, talvez teríamos tranquilidade para vencer."

Cássio preferiu dividir o mérito da defesa com os companheiros da edição de vídeo do Corinthians. "Na hora, eu que escolho o canto, mas tenho de dar os parabéns ao pessoal da pesquisa que mostra os vídeos para a gente e sabe onde os adversários estão acostumados a bater. Esse pessoal me passa as possibilidades", comemorou. "E o time também está de parabéns, fez o gol e soube segurar o resultado."

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A história deste pênalti que podia ocasionar o quarto gol de Ceni no Corinthians é muito parecida com a de 2013. Naquele 13 de outubro, a marcação também foi duvidosa. Wilson Luiz Seneme viu Diego Macedo derrubar Reinaldo. O relógio marcava 43 do segundo tempo e o jogo estava 0 a 0. Era Rogério anotar o gol para o São Paulo ultrapassar o Corinthians na tabela. Mas Cássio estava lá.

Foi assim: Seneme apita, Rogério escolhe o canto direito e bate rasteiro, forte. Cássio voa e com a ponta dos dedos dá um leve desvio, a bola ainda resvala na trave e vai para escanteio. Festa dos corintianos. Tristeza de Ceni.

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