Tiago Queiroz/Estadão e Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
Tiago Queiroz/Estadão e Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Cássio e Volpi: os paredões que podem decidir a final Corinthians x São Paulo

Especialistas em pênaltis, goleiros aparecem como candidatos ao posto de astro da decisão que acontece neste domingo

Daniel Batista e João Prata, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2019 | 04h30

Um dos jargões do futebol é que um grande time começa por um grande goleiro. Cássio já mostrou seu valor no Corinthians enquanto Tiago Volpi ainda tem um caminho a seguir no São Paulo. Mas ambos tem uma virtude que pode fazer uma enorme diferença na decisão amanhã: são pegadores de pênalti. Como equilíbrio e falta de gols se tornou algo rotineiro na reta final do Estadual, admitir a possibilidade deles fazerem a diferença na decisão não é algo difícil de acontecer.

Como empataram sem gols no primeiro jogo, domingo passado, uma nova igualdade no placar e a disputa pelo título será em cobranças de pênaltis. Foi por meio das penalidades que o Corinthians passou pela Ferroviária (quartas de final) e Santos (na semifinal) e que o São Paulo superou o Palmeiras. Sempre com os dois goleiros aparecendo bem. 

Cássio tem 18 pênaltis defendidos pelo Corinthians desde 2012, quando chegou ao clube. Neste ano, ele pegou quatro, sendo dois contra o Racing, pela Copa Sul-Americana, e mais dois diante da Ferroviária. 

“Trabalho de pênaltis não é de agora, é de anos atrás, como era com o Mauri (Lima, ex-preparador de goleiros do Corinthians). Deixo mais a cargo dos treinadores de goleiro, eles cuidam dessa situação para mim, me ajudam, me deixam a par, com os vídeos, até para eu não perder o foco. Espero que o título saia no tempo normal. Se não for para os pênaltis, será melhor”, comentou Cássio.

O goleiro corintiano também analisou a diferença entre os finalistas. Apesar de o São Paulo estar apostando em jogadores da base, como Luan, Igor Gomes e Antony, ele destacou que o time tricolor conta também com jogadores bastante experientes, como Hernanes e Nenê. “O time do São Paulo é uma mescla, em cada posição tem um ou dois jogadores experientes. Neste momento, os mais velhos devem passar coisas positivas para os mais novos. Temos que aproveitar a nossa atmosfera, nossa torcida vai apoiar os 90 minutos e temos que dar a vida em campo, fazer o melhor, se não der na técnica temos que sair esgotados, como a gente vem fazendo”, disse.

Tiago Volpi e a fama de ser pegador de pênaltis

Tiago Volpi chegou ao São Paulo com a fama de pegador de pênaltis. Com a camisa tricolor, fez a diferença na disputa contra o Palmeiras, ao defender as cobranças de Ricardo Goulart e Zé Rafael. Antes, no Querétaro, pegou 11 cobranças entre 2015 e 2018, quando defendeu o clube mexicano.

Logo após a disputa de pênaltis com o Palmeiras, Cuca brincou com o fato do goleiro ter pego duas cobranças, mas ter desperdiçado o seu chute, defendido por Fernando Prass.  “Volpi quase mata todo mundo, né? Estava sendo herói, dali a pouco seria vilão e acabou que foi herói de novo. Gosto de emoção, mas não precisava de tanto” comentou.  

Na sexta-feira, mais sério, o treinador contou que o São Paulo treinou e treinará ainda mais hoje, cobranças de pênaltis para não depender apenas das defesas de seu goleiro. “Sempre treinamos batidas de pênalti e meus analistas pegam as estatísticas e têm o aproveitamento de cada um. Treinamos bem contra o Palmeiras e estamos bem agora também”, garantiu o treinador são-paulino.

Ao contrário de Cássio, nome já consolidado na história do Corinthians, a conquista do Paulistão para Volpi teria um sabor especial, pois seria o primeiro goleiro a conquistar um título oficial pelo time desde a aposentadoria de Rogério Ceni e seria um importante passo para ele escrever seu nome na história do clube. Vale lembrar que o goleiro está por empréstimo até dezembro na equipe do Morumbi. Ele ainda está vinculado ao Querétaro. 

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