Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Cássio mostra semelhanças com ídolo Gylmar no gol e cresce em decisões

Goleiro do Corinthians algumas vezes falha em partidas fáceis, mas vai bem nos jogos importantes

Wilson Baldini Júnior, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 11h03

Cássio é o goleiro mais vitorioso da história do Corinthians, mas isso não garante ao gaúcho de 31 anos, nascido em Veranópolis, o título de maior goleiro dos 108 anos de história do clube. Para muitos, este privilégio ainda é de Gylmar dos Santos Neves, dono da camisa 1 entre os anos de 1951 e 1961, que morreu em 2013, aos 83 anos. Se Gylmar era mais técnico e tinha boa colocação debaixo do gol, Cássio, por causa da grande estatura (1,95 metro contra 1,81 de Gylmar), possui um estilo mais plástico e se torna um grande obstáculo para os adversários nas cobranças de pênalti.

Mas uma coisa os dois “guarda-metas” (como eram chamado os goleiros nos anos 50) têm em comum: fecham o gol em jogos importantes e falham em partidas de menor expressão.

Gylmar fez parte do lendário time campeão do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954 (decidido diante do Palmeiras, em fevereiro de 1955), ao lado de Idário, Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Simão. Depois de dez anos no Parque São Jorge, acabou saindo e indo para o Santos, onde permaneceu até 1969.

Foram 395 jogos pelo Corinthians, com a conquista de três títulos paulistas e dois torneios Rio-São Paulo. Aos 31 anos, Gylmar foi para o Santos e fez parte da maior equipe de futebol de todos os tempos, com Zito, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Acumulou taças. As principais foram o bi da Libertadores e do Mundial de Clubes. Também foi campeão com a seleção nas Copas de 1958 e 1962.

Cássio é titular do Corinthians desde as oitavas de final da Libertadores de 2012. Foi campeão paulista três vezes (2103, 2017 e 2018), brasileiro duas (2015 e 2017), da Recopa (2013) e Libertadores e Mundial da Fifa (2012).

Mas chegou a ser questionado e até perdeu lugar para o reserva Walter, em 2016, quando o técnico era Tite – que preferiu Alisson a ele na seleção durante a Copa. Cássio é capaz de pegar uma série de pênaltis, como no Paulista deste ano contra São Paulo e Palmeiras, e fazer “milagres” como diante do Botafogo, no Brasileiro, ou frente ao Colo-Colo, na Libertadores. Mas falha demais. Basta lembrar do último clássico com o São Paulo ou a virada sofrida para a Chape. Uma vez ele chegou a admitir “falta de concentração” após gol sofrido em lance fácil. Ambos, porém, sempre tiveram crédito com a torcida.

 

 

 

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