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Catar anuncia primeiros casos de coronavírus em obras da Copa-2022

Comitê organizador local não especificou se obras das três arenas onde houve detecções foram interrompidas

AFP, AFP

15 de abril de 2020 | 17h29

O Catar declarou nesta quarta-feira cinco casos de coronavírus em três canteiros de obras da Copa do Mundo de 2022. São os primeiros confirmados entre trabalhadores que preparam o evento. O país do Golfo Pérsico declarou um total de 3.711 infectados e 7 mortos desde o dia 6 de março. Até agora, nenhum dos casos registrados oficialmente afetava pessoas nas obras da Copa da Fifa.

O Comitê Organizador do próximo Mundial confirmou ainda que "dois funcionários que trabalham (...) no projeto do estádio Al Thoumama deram positivo para COVID-19", segundo comunicado enviado à agência de notícias AFP. "Três trabalhadores, um do projeto do estádio Al Rayyan e dois do projeto do estádio Al Bayt, também testaram positivo para a doença", de acordo com o mesmo texto.

O Catar está construindo sete novos estádios para a Copa do Mundo, um dos quais já está oficialmente aberto, e está reformando outro. O Comitê Organizador seguiu as recomendações do ministério da Saúde no tratamento dos casos detectados. Os trabalhadores continuarão a receber seus salários e terão assistência médica gratuita, de acordo com o comunicado oficial. Segundo o protocolo, os trabalhadores que apresentam sintomas são examinados e os casos suspeitos são redirecionados aos hospitais.

"Os que dão positivos são monitorados por profissionais da saúde e permanecerão em quarentena por quatorze dias", acrescentou o Comitê da Copa. Não foi especificado se as obras nos estádios afetados foram interrompidas. As datas da Copa do Mundo de 2022 permanecem inalteradas e o torneio ocorrerá em novembro e dezembro. A pandemia de covid-19 provocou grandes mudanças no calendário esportivo mundial deste ano, com o adiamento inclusivo da Olimpíada de Tóquio.

No Catar, as obras de preparação para a Copa do Mundo de 2022 não foram alteradas pela pandemia, apesar do emirado ter decretado o fechamento de comércios considerados não essenciais, além de parques, mesquitas e restaurantes, entre outros.

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