Catar nega uso de suborno para sediar a Copa de 2022

'Não se pode provar (estas denúncias) e são falsas', disse a Associação de Futebol do país

AE, Agência Estado

11 de maio de 2011 | 10h42

DOHA - A Associação de Futebol do Catar negou, nesta quarta-feira, que tenha oferecido subornos a representantes da Fifa para ganhar votos e conseguir sediar a Copa do Mundo de 2022. Na última terça, a entidade havia sido acusada em audiência, que visava investigar os motivos que impediram a Inglaterra de sediar a Copa de 2018, no Parlamento britânico.

As acusações foram feitas com base em provas de uma reportagem investigativa do jornal britânico Sunday Times, que, segundo a entidade do Catar, teria desistido de publicá-las por concluir que "não eram confiáveis" e que seus dados eram "pouco fidedignos". "Não se pode provar (estas denúncias) e são falsas", afirmou a associação em comunicado, nesta quarta.

O jornal inglês teria indicado as denúncias ao parlamentar Damial Collins, que na audiência afirmou que Issa Hayatou e Jacques Anouma, representantes de Camarões e Costa do Marfim no comitê executivo da Fifa, haviam sido subornados para votar no Catar na eleição realizada no início de dezembro.

Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), também desmentiu as acusações. De acordo com a entidade, o mandatário "nega categoricamente" que tenha recebido qualquer quantia para definir seu voto.

Na mesma audiência ocorrida na Inglaterra, os presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Nicolás Leoz, também foram acusados de receber suborno para definirem seus votos para sede das Copas do Mundo de 2018, que acontecerá na Rússia, e 2022, que será no Catar.

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