Cátia: Jogadora que provocou acidente não possui habilitação

Renata Costa pode ser presa por causa do acidente, que pode deixar Cátia, da seleção sub-17, paraplégica

18 de outubro de 2007 | 17h03

A jogadora Renata Costa, a Kóke, da seleção feminina de futebol, dirigia sem habilitação quando causou o acidente que resultou em ferimentos graves na também jogadora Cátia Cristina da Silva Oliveira, de 16 anos. Cátia está internada no Hospital das Clínicas de Botucatu e corre o risco de ficar paraplégica. O acidente ocorreu na segunda-feira numa passagem de nível da rodovia Geraldo Pereira de Barros (SP-191), próximo à cidade de São Manuel.   De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Rodoviária Estadual, Renata perdeu o controle do automóvel Corsa e bateu na traseira de outro carro. Com ela no carro estava, além de Cátia, a jogadora Michele, também da seleção. As três atuam pelo time feminino do Botucatu Futebol Clube. No dia do acidente, Cátia tinha sido convocada para a seleção feminina Sub 17.   A motorista e Michele, que estava do seu lado, sofreram apenas escoriações. Cátia, que dormia no banco traseiro, foi lançada para frente e sofreu trauma na coluna. De acordo com o sargento Edílson Rodrigues, do comando da Polícia Rodoviária de Botucatu, a jogadora se apresentou como a condutora do veículo, mas informou que não tinha habilitação. Renata foi multada em R$ 576 por dirigir sem estar habilitada. Ela será indiciada em inquérito por lesão corporal culposa. Se condenada, a jogadora da seleção pode pegar de 6 meses a 2 anos de prisão. Kóke estava no município de Praia Grande ontem (18), onde a equipe de Botucatu disputa os Jogos Abertos do Interior.   Segundo o técnico Edson Castro, ela ainda está abatida em razão do acidente e não quer falar sobre o caso. O pai de Cátia, Flávio Alves de Oliveira Júnior, o Preto, não sabia que Renata não tinha carta de motorista. Ele acha que o acidente não vai mudar a amizade das duas jogadoras. "Além de amiga, a Cátia é fã da Renata."   A jogadora se recupera da cirurgia realizada na quarta-feira para a fixação das vértebras afetadas pelo acidente. De acordo com o boletim médico, foi constatada a existência de um trauma na medula, entre a 5ª e a 7ª vértebra, mas ainda não é possível prever se a jogadora ficará com seqüelas. Segundo a nota, a paciente vai continuar sob cuidados especiais.   Até a tarde, ela continuava internada na UTI Central do hospital. Preto conversou com a filha no horário de visitas e disse que ela se recuperou bem da cirurgia. "Está animada, falante, quer a todo custo voltar para casa", disse.   Ele contou que os médicos acenaram com a possibilidade de transferi-la da UTI para um quarto provavelmente hoje de manhã. A garota está com a parte inferior do corpo imobilizada por causa da cirurgia. Até o final da semana, a equipe médica deve avaliar se haverá necessidade de nova intervenção.

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