Victor R. Caivano/AP
Victor R. Caivano/AP

Cavani faz Uruguai respirar, e joga no Recife como herói

Autor do gol que dá sobrevida à Celeste nas Eliminatórias, atacante está nos planos de ricos clubes da Europa

Raphael Ramos - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2013 | 08h10

RECIFE - O El Pais, principal jornal do Uruguai, trouxe na última quarta-feira a seguinte manchete: "Um monumento para Cavani." E não é por menos. O atacante foi o responsável por dar sobrevida à Celeste na briga por uma vaga na Copa de 2014.

Foi dele o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Venezuela, em Puerto Ordaz, e alçou a seleção uruguaia à quinta colocação, deixando o rival para trás na tabela de classificação.

 

De acordo com jornal inglês Daily Mail, o Manchester City estaria disposto a pagar um valor próximo à multa rescisória de 63 milhões de euros (R$ 180 milhões) para tirá-lo do Napoli. Também estão na briga pelo uruguaio outros gigantes, como Real Madrid, Chelsea, Bayern de Munique e o novo rico Paris Saint Germain.

 

A cotação do atacante não para de subir desde quando ele trocou o Danúbio, do Uruguai, pelo Palermo, da Itália, em 2006. Mas o grande salto veio em 2010, com a transferência para o Napoli.

 

No novo clube, ele ganhou visibilidade internacional e virou ídolo depois de superar as marcas de gols de Diego Maradona e Careca em uma só temporada do Campeonato Italiano e empresta o seu nome até para pizza em Nápoles.

 

Cabeludo e com cara de mau, Cavani é um goleador rápido, com grande mobilidade e que chuta bem com as duas pernas.

 

Apesar de estar em alta no Napoli, o atacante não consegue repetir as boas atuações na seleção. O gol diante da Venezuela, por exemplo, encerrou um longo jejum. Ele não marcava desde 14 de novembro, na vitória por 3 a 1 em um amistoso contra Polônia. Em partidas oficiais, a seca durava nove meses. A última vez havia sido em 11 de setembro, no empate por 1 a 1 com o Equador pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

 

Na Copa das Confederações, o atacante quer acabar com essa pecha de "jogador de clube", destinada a atletas que, mesmo badalados, fazem pouco na seleção. Espera voltar a fazer gols decisivos para não só conduzir a Celeste ao título inédito como também escrever o seu nome na história da seleção bicampeã do mundo.

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