Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Caxumba, Bolsonaro e convidados 'espiões': o resumo curioso da seleção na Copa América

Caminhada da equipe ao longo da competição ficou marcada por episódios inusitados

Ciro Campos, enviado especial ao Rio de Janeiro, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2019 | 11h00

A Copa América chegou ao fim neste domingo e vai guardar histórias curiosas para a seleção brasileira. Ao longo de uma caminhada cheia de incidentes diferentes, a equipe colecionou casos inusitados nas andanças pelas cinco cidades sede do torneio. O Estado recuperou alguns dos episódios mais marcantes vividos pela equipe do técnico Tite até se sagrar campeão e fez uma lista das dez fatos mais chamativos.

Bolsonaro presente

O Brasil teve um torcedor ilustre nesta Copa América. O presidente Jair Bolsonaro esteve presente em três partidas do time: contra Bolívia, Argentina e a final, contra o Peru. Seja na tribuna ou em campo, ele chamou as atenções e dividiu as reações da torcida entre vaias e aplausos quando apareceu.

Convidados 'furam' treino secreto

Os treinos secretos pedidos pelo técnico Tite durante a Copa América não tiveram a privacidade absoluta. Convidados, patrocinadores e até familiares de jogadores presentes aos trabalhos conseguiram registrar imagens de movimentações fechadas à imprensa. Antes da competição, na Granja Comary, um convidado realizou até mesmo uma transmissão ao vivo pelo Instagram do trabalho tático de Tite. O problema se repetiu em São Paulo, já pela fase de grupos, quando até funcionários da Copa América divulgaram imagens de uma atividade.

Polícia na preparação

Antes da Copa América, a seleção brasileira se preparou para o torneio na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), em uma atmosfera movimentada. A denúncia de acusação de estupro contra Neymar e a posterior divulgação dele de vídeos e conversas com a modelo Najila Trindade levou a polícia a procurar o atacante na concentração. O motivo era uma denúncia por crime virtual por ter exposto o conteúdo íntimo.

Enfermaria

A seleção brasileira teve cerca de dez casos de lesões para cuidar durante a Copa América. O mais complicado deles foi a lesão no tornozelo sofrida por Neymar, causadora do corte dele ainda antes do torneio. Ao longo da competição o substituto dele na lista, Willian, também se machucaria e perderia a final contra o Peru. Jogadores como Arthur, Éder Militão, Ederson, Alisson, Fagner e Fernandinho também inspiraram cuidados.

Roupa nova

A equipe estreou na Copa América com um novo uniforme. O Brasil enfrentou a Bolívia de camisa branca. A cor não era usada em partidas oficiais desde a Copa do Mundo de 1950. A camisa alternativa fez sucesso entre os torcedores, mas não deve ser utilizada novamente tão cedo. O Brasil deve manter as camisas amarela e azul como as opções principais para entrar em campo.

Vacinação contra caxumba

Horas antes de enfrentar o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América, a CBF anunciou que o atacante Richarlison havia sido diagnosticado com caxumba. O jogador foi colocado em isolamento em Porto Alegre e para evitar o contágio da doença para novos colegas, a comissão técnica organizou um mutirão de vacinação. Todos os 64 membros da delegação receberam doses da vacina trípice viral.

'Jardineiros'

Preocupados com a qualidade dos gramados da Copa América, o técnico Tite e o coordenador de seleções Edu Gaspar se desdobraram para acompanhar o estado dos campos de jogo. Os dois chegaram a visitar duas vezes a Arena do Grêmio e conversado com funcionários responsáveis pelo piso. No entanto, na hora do jogo com o Paraguai a situação não agradou. Para a partida com a Argentina, no Mineirão, Gaspar também fez vistoria no estádio.  

Canarinho sumido

A mascote tão comentada e famosa durante a Copa do Mundo da Rússia quase não apareceu na Copa América deste ano. Após recepcionar o time em vários momentos no ano passado e ser presença constante nas redes sociais, o Canarinho foi pouco visto ao longo da competição. Apenas na vinda da equipe ao Rio, para a disputa da final, o bicho se fez presente na porta do hotel para recepcionar o elenco.

Rodízio quase completo

Apesar da competição ter sido disputada em só seis partidas, quase todo o elenco do Brasil foi utilizado por Tite em algum momento. Dos 23 convocados, 20 jogadores entraram em campo pelo menos por alguns minutos. Só não participaram os goleiros reservas Éderson e Cássio, assim como o lateral-direito Fagner. O último a ganhar chance de atuar foi o zagueiro reserva Éder Militão, escolhido para entrar no segundo tempo da final contra o Peru.

Machucado no aquecimento

Antes do jogo com o Paraguai, pelas quartas de final, o volante Allan sofre uma lesão curiosa. Na entrada para o aquecimento, o jogador do Napoli se alongava no túnel de entrada do gramado. Durante o exercício, ele escorregou e na queda, sofreu um corte na cabeça. A solução da comissão técnica foi fazer um curativo no local, com uma faixa azul.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.