CBF abre treino da seleção para crianças carentes em Teresópolis

A Granja Comary abre suas portas nesta quarta-feira para 50 crianças das comunidades carentes de Teresópolis. São meninos e meninas que perderam casas e parentes na tragédia que se abateu na cidade em 2011, causada pelas fortes chuvas na região. A CBF prometeu abrir um dos treinos da seleção para esse público e procurou parcerias institucionais em Teresópolis para convidar a molecada.

Robson Morelli - Enviado especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 12h01

Elas poderão acompanhar o treino, marcado para começar às 13 horas, até o fim.  O Brasil já havia feito algo parecido no começo da preparação do time de Felipão, quando cerca de 30 crianças da Unicef estiveram na Granja Comary para ver de perto os jogadores. O ato se repete nesta quarta. Elas poderão ver o primeiro trabalho do treinador para a partida decisiva contra o Chile, sábado, em Belo Horizonte. Se perder, a Copa acaba para o Brasil. Se ganhar, avança para as quartas de final. 

Mas as crianças estão mais interessadas mesmo em se aproximar dos atletas. Neymar é o mais carismático entre os jogadores. Mas todos eles dividirão as atenções da molecada, até mesmo o técnico Felipão, sempre requisitado pelos torcedores - na apresentação dos times nos telões dos estádios para os jogos, o comandante só perde em carinho do torcedor para Neymar. Na visita das crianças de Teresópolis, o único pedido dos organizadores da CBF é que elas permaneçam sentadas na pequena arquibancada do Campo 1 da Granja e evitem as gritarias para não atrapalhar o trabalho.

Só poderão se levantar quando algum jogador ou membro da comissão se aproximar para as fotos e autógrafos. A CBF reforçou ainda a grade que separa a Granja do Condomínio Comary depois da invasão de cerca de 35 crianças no último treino antes da partida contra Camarões. Naquela ocasião, os torcedores pularam a cerca e correram, todos juntos, em direção aos jogadores. Não houve incidentes, mas a comissão técnica do Brasil não quer que isso se repita.

Haverá também mais seguranças contratados naquele setor. Um pedido formal aos representantes do condomínio não foi descartado. Antes de chegar com o grupo em Teresópolis, Felipão teve a opção de fechar esse setor com tapumes de três metros de altura, pensando em privacidade. Preferiu dar um voto de confiança aos moradores e deixar o lugar aberto. Mas ele não quer que essas invasões se repitam. Desde que chegou à cidade, o treinador, e todos do elenco, tem reverenciado o carinho do torcedor.

Tudo o que sabemos sobre:
Copa 2014futebolBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.