Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE

CBF admite que BNDES pode financiar estádios da Copa 2014

Ricardo Teixeira diz que governo não investirá nos estádios para o Mundial, mas banco ajudará construtoras

Rodrigo Petry, Agencia Estado

17 de agosto de 2009 | 13h57

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admitiu nesta segunda-feira, em São Paulo, que a construção e a reforma dos estádios para a Copa de 2014 podem ser financiadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Em nenhum momento está previsto que o governo federal investirá nos estádios. O que está previsto é o BNDES financiar algumas construtoras que irão fazer os estádios", explicou o dirigente.

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Contrariando o discurso adotado em 2007, quando o Brasil foi escolhido como sede do Mundial, Ricardo Teixeira reconheceu recentemente que recursos públicos seriam utilizados nos estádios da Copa de 2014. Mas o ministro do Esporte, Orlando Silva, se apressou em explicar que esse dinheiro não sairá do governo federal, mas dos Estados e municípios que queiram investir nas obras de reforma ou construção das arenas.

Ricardo Teixeira lembrou nesta segunda-feira que a maioria dos 12 estádios para a Copa de 2014 pertence ao poder público - apenas quatro deles são privados -, o que inviabiliza a desvinculação dos recursos públicos. "O BNDES é sócio de várias empresas, como de mineração e telecomunicações, e, ao investir nos estádios, serão destinados recursos de seu orçamento", afirmou.

Ainda nesta segunda-feira, durante o evento que marcou a assinatura do contrato que coloca o Pão de Açúcar como novo patrocinador da seleção brasileira, Ricardo Teixeira também falou sobre o projeto de adequar o calendário do futebol brasileiro ao europeu. Segundo ele, essa alteração, que ainda está em estudo, não irá garantir a permanência dos jogadores nos clubes do Brasil.

"A discussão sobre a venda de jogadores não pode ficar restrita ao calendário, mas sim aos clubes, que precisam implementar uma nova filosofia administrativa, fiscal e financeira. A saída de jogadores vai continuar", afirmou Ricardo Teixeira, que pede calma no estudo da mudança do calendário. "Seria pernicioso tomar uma decisão precipitada. A alteração tem seus prós e contras."

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