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CBF afasta juiz e auxiliares envolvidos em jogos polêmicos

Punidos foram protagonistas de erros graves na rodada do Brasileiro

O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 17h04

A CBF suspendeu na tarde desta quinta-feira um árbitro e cinco auxiliares pelos erros que cometeram em jogos do dia anterior pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Eles foram afastados após reunião da Comissão de Arbitragem, da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem. Todos passarão por um período de reciclagem, como sempre ocorre nestas situações

Foram afastados o auxiliar Fábio Pereira, que trabalhou na partida entre Corinthians e Fluminense e foi o responsável pela anuação do gol de Cícero, ao assinalar impedimento inexistente, e os auxiliares Elan Vieira de Souza e Marlon Rafael, pelos erros cometidos na partida entre Atlético-MG e Atlético-PR; Marcelo Barison, auxiliar em Goiás x Palmeiras, que deu erradamente impedimento em lance que terminou com a anulação de gol legal feito por Barrios. 

Além disso, o juiz Emerson Sobral e o auxiliar Bruno César, que atuaram em Campinas no jogo entre Ponte Preta e Cruzeiro também fora suspensos. O time da casa teve um pênalti claro não assinalado a seu favor e um gol anulado por impedimento de Borges, que estava em situação legal.

De acordo com a Comissão de Arbitragem, a punição ocorreu após os delegados especiais e os assessores de vídeo (que analisaram os lances por meio das imagens de TV) analisarem o desempenho do árbitro e dos auxiliares. "Constatado desempenho abaixo do padrão estabelecido, ficam afastados das próximas rodadas para treinamentos teóricos e práticos junto à Escola Nacional de Arbitragem.''

GOIÁS 1 X 0 PALMEIRAS

Houve pênaltis não marcados dos dois lados. O critério de mão na bola ou bola na mão ainda não está claro para os árbitros, que começam a decidir subjetivamente nos lances. Ora marcam, ora não marcam. Leandro Pedro Vuaden não validou gol limpo de Lucas Barrios, prejudicando o Palmeiras.

CORINTHIANS 2 X 0 FLUMINENSE

O líder do Campeonato Brasileiro fez por merecer a vitória, jogou melhor que o Flu. Mesmo assim, o trio de arbitragem liderado por Sandro Meira Ricci prejudicou o time carioca no Itaquerão, anulando gol legítimo de Cícero, que não estava impedido como marcou o bandeira e apitou o juiz. Havia um jogador do Flu em condição irregular, mas ele não participou da jogada. Cícero, que dominou a bola e fez o gol, não estava impedido. Errou Meira Ricci. "É melhor nem falar da arbitragem", disse o técnico Enderson Moreira.

PONTE 1 X 2 CRUZEIRO

Diante de quase 6 mil pessoas no Moisés Lucarelli, Emerson Luiz Sobral, de Pernambuco, abusou do direito de atrapalhar o jogo, irritando treinadores e jogadores dos dois lados. Ele e seus assistentes deixaram de marcar dois pênaltis, um para cada lado. A Ponte reclamou mais porque a infração foi mais clara em sua avaliação. O trio também não validou gol bom de Borges.

ATLÉTICO-MG 0 x 1 ATLÉTICO-PR

No Independência, o que não faltou foi reclamação dos cartolas mineiros. Houve até agressão verbal nas redes sociais por parte o ex-presidente Alexandre Kalil, que chamou o árbitro Marcelo de Lima Henrique de 'vagabundo', e disse que o chefe da arbitragem, Sérgio Correa, trabalha com uma camisa por baixo do terno. 

O trio em Minas marcou dois impedimentos clamorosos contra o Atlético-MG, ambos em jogadas que poderiam resultar em gols, em contra-ataques. Um deles foi em lance de Thiago Ribeiro e o outro de Lucas Pratto. De quebra, expulsou o lateral Marcos Rocha após amarelo discutível e reclamação em outra falta mais adiante. "Pô, foi falta", relatou o juiz sobre a reclamação do lateral do Atlético. O árbitro também não deu pênalti de Leandro Donizete, do Atlético-MG, em Nikão, do visitante. Há quem defenda que o jogador simulou.


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