JF Diorio/Estadão
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CBF age para acabar com suspeita de favorecimento da arbitragem

Entidade escala gaúchos para apitarem jogos de Inter e Grêmio

O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 21h11

Na cruzada para melhorar o nível da arbitragem no Campeonato Brasileiro, a CBF passou a escalar árbitros em jogos de times do mesmo Estado do juiz. Nesta rodada do fim de semana, por exemplo, o gaúcho Leandro Pedro Vuaden vai apitar Internacional x São Paulo no Beira-Rio. Outro gaúcho, Anderson Daronco, vai dirigir Goiás x Grêmio no Serra Dourada em Goiânia.

A iniciativa, dizem fontes da CBF, é para acabar com suspeitas de que árbitros poderiam favorecer um clube do seu Estado ou federação em que ele é filiado. Até então, um árbitro paulista, por exemplo, não poderia apitar um jogo envolvendo um clube de São Paulo contra um do Rio.

A nova determinação da Comissão de Arbitragem partiu de uma ordem expressa do presidente Marco Polo Del Nero. É mais uma tentativa do cartola em tentar limpar a imagem da CBF. O seu lema, pelo menos para o público externo, é quanto mais transparência melhor.

Del Nero sabe que a arbitragem é um ponto nevrálgico do futebol brasileiro e com um histórico sujo de suspeitas. O dirigente entende que é preciso cada vez mais escalar árbitros para dirigir jogos de times de seu Estado contra de outro Estado para afastar de uma vez por todas com as suspeitas de favorecimento.

A experiência com Vuaden no jogo do Inter e Daronco no jogo do Grêmio, nesta rodada deste fim de semana, deve servir de parâmetro para novas escalas, digamos "caseira", nas próximas rodadas.

Nos clássicos paulista e carioca, a opção foi por Vinicius Araújo, árbitro de São Paulo, no Corinthians x Palmeiras, e Sandro Meira Ricci, de Santa Catarina, no Fla x Flu.

Fontes da CBF garantem ainda que a cruzada pela moralização da arbitragem é total. Pelo menos 30 árbitros, que enfrentam problemas particulares financeiros ou outros de mais gravidade, são monitorados com uma lupa. Jogos em que eles são escalados passam por análise rigorosa da Comissão de Arbitragem para se medir se eles foram ou não coagidos por terceiros em favor de um time.

Ainda como processo da moralização da arbitragem, a CBF vai insistir com a punição com cartões amarelos e tolerância zero com jogadores, técnicos e assessores que abusarem das reclamações durante os jogos.

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