CBF anuncia amanhã calendário para 2004

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anuncia nesta terça-feira o calendário do futebol nacional de 2004 e a maior novidade deve ser quanto ao número de rebaixados da Série A do Campeonato Brasileiro: na próxima edição da competição, quatro equipes devem cair, mantendo-se a classificação de duas para a Primeira Divisão, o que possibilitaria um torneio com 22 clubes em 2005. A fórmula se repetiria no ano seguinte, que teria 20 participantes. A intenção da CBF é que a regra valha também para a Série B. O presidente da entidade, Ricardo Teixeira, deve conceder entrevista amanhã, no Rio, e confirmar a manutenção do sistema de pontos corridos para 2004, o que precisa, porém, ser homologado pelo Conselho Técnico, composto pelos clubes. No entanto, uma pequena alteração nos confrontos não é uma hipótese descartada - a CBF estuda uma alternativa, ainda que não a revele, que permitiria dividir os 24 clubes em dois grupos. Haveria então jogos de ida e volta apenas dentro das chaves. Isso poderia resultar em mais tempo para os treinamentos, uma vez que assim as partidas seriam realizadas, em sua maioria, nos fins de semana. Teixeira pode falar ainda de medidas que seriam adotadas pela CBF para evitar a evasão de craques no meio do Brasileiro, como ocorreu este ano. Ele reconheceu que o fato prejudicou o andamento da competição. A Série A começaria em 21 abril e terminaria em 19 de dezembro, com duas semanas a menos que a competição em curso. A CBF quer que os Campeonatos Estaduais estejam encerrados no máximo em 18 de abril. Mas ainda sofre resistências de algumas federações, como a de Pernambuco, favorável à extensão do Estadual até maio. De qualquer forma, esses torneios devem ter em 2004 mais datas que em 2003. A CBF não vai se pronunciar sobre torneios regionais, uma vez que é contrária à disputa. E está respaldada numa decisão recente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que desobrigou a entidade de reconhecer os campeonatos organizados pelas ligas de futebol. Por essa medida, não se pode exigir que forneça árbitros integrantes de seus quadros para as competições promovidas pela ligas.

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