CBF apresenta dossiê à Fifa como candidato à Copa de 2014

Ricardo Teixeira entrega documento a Joseph Blatter; inspetores serão enviados ao País no dia 27 de agosto

Jamil Chade, do Estadão,

31 de julho de 2007 | 08h13

Agora é oficial, o Brasil é candidato à Copa do Mundo de 2014. Na manhã desta terça-feira, tarde em Zurique, na Suíça, local da sede da Fifa, a delegação brasileira capitaneada por Ricardo Teixeira, presidente da CBF, apresentou  para a máxima entidade do futebol o dossiê com as informações sobre como pretende organizar o Mundial.   Veja também: Após o Pan, você acha que o Brasil tem condições de sediar uma Copa? Conheça as cidades candidatas a sede da Copa de 2014   Acompanhado dos dois 'embaixadores', o atacante Romário, e o escritor Paulo Coelho, Teixeira entregou o documento a Joseph Blatter, presidente da Fifa, que anunciou que uma equipe de inspetores será enviada ao Brasil no dia 27 de agosto.   No dossiê constam as metas e meios governamentais para a realização do evento, além de detalhes técnicos de 18 cidades pré-selecionadas para sediar as partidas da Copa. Dessas, a CBF quer escolher 12. A Fifa, porém, estima que o número ideal seria de oito a 10 sedes.   As cidades são: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.   A CBF não informou mais nenhum detalhe do documento, mas foi apurado que pelo menos quatro estádios deverão ser construídos do zero.   País do futebol   "Os outros que me desculpem, mas o futebol foi criado no Brasil". Foi assim que Romário resumiu as intenções do Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, como o legítimo representante do esporte no planeta.   Paulo Coelho foi até mais longe. O 'mago' chamou a competição de "a mais importante do mundo" e que ela "vai mudar o corpo e a alma do País."   Tanto o jogador como o escritor, insistiram à Fifa que o compromisso do Brasil em realizar a Copa irá superar qualquer dificuldade, e que isso, no final das contas, faz parte da estirpe do brasileiro. "É chance do Brasil crescer", concluiu Coelho.

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