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CBF cria comissão de combate à violência nos estádios e promete medidas de segurança

Entidade máxima do futebol brasileiro se movimenta para frear agressividade de torcedores após graves casos envolvendo Grêmio, Bahia e clássicos estaduais

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2022 | 18h11

A Assembleia Geral Extraordinária que ratificou as mudanças feitas no estatuto da CBF também serviu para os cartolas iniciarem – ainda que timidamente – uma movimentação contra a violência nos estádios. Os dirigentes decidiram criar um grupo de estudos e convocar representantes de diferentes segmentos da sociedade para debater o tema. Por ora, essa é a medida mais efetiva tomada pela entidade máxima do futebol brasileiro para tentar diminuir as cenas de barbárie vistas neste início de temporada.

Nas últimas semanas, cenas de violência foram registradas no entorno de diversos estádios do País. Jogadores foram atingidos por pedras ou mesmo bombas na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Pernambuco. Nesse domingo, dois torcedores foram baleados em Belo Horizonte e um morreu.

A criação de um grupo de estudos foi anunciada no início do encontro desta segunda-feira. O Internacional foi pioneiro com a iniciativa, por meio do presidente Alessandro Barcellos, que levou a ideia do manifesto e ações à CBF na última semana.

“Por proposta dos clubes e da própria CBF, saímos com uma política de ter uma comissão que possa trazer seminários e debates envolvendo toda a sociedade”, disse o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“Não só os clubes da Série A, mas os clubes das Séries B, C e D, imprensa, OAB, STJD e todos os outros segmentos, inclusive internacionais (serão chamados), para que possamos trabalhar sempre no sentido de combater a violência nos estádios. Isso tem prejudicado muito o futebol em todo o mundo, principalmente nessas últimas situações aqui no Brasil”, sustentou Rodrigues.

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