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CBF divulga novas orientações a árbitros para o Brasileirão

Fracas atuações dos juízes têm irritado os clubes

Estadão Conteúdo

15 de julho de 2016 | 18h54

A CBF anunciou nesta sexta-feira uma nova série de orientações aos árbitros para o Campeonato Brasileiro. Como tem acontecido nos últimos anos, as fracas atuações dos juízes em algumas partidas têm irritado os clubes, e a principal entidade do futebol no País tenta estabelecer algumas normas para impedir diferentes interpretações a cada jogo.

"Nossa meta é ajudar a melhorar o jogo para todos, dentro e fora de campo. É importante terminar com alguns mitos que acabam sendo criados e absorvidos pela opinião pública. Não existe essa lenda de que a CBF orienta para não marcar falta. Se há 20, 50, 100 ou 200 faltas num jogo, todas devem ser marcadas. Outro ponto importante é a questão da conversa. Claro que jogador pode falar com o árbitro. Não pode é extrapolar", explicou o presidente da Comissão de Arbitragem, Sergio Corrêa.

Em comunicado divulgado nesta sexta à tarde, a CBF fez questão de ressaltar o maior tempo de bola em jogo nas partidas do Brasileirão este ano. Segundo a entidade, em 2016 o tempo médio de bola rolando tem sido de 55 minutos e 40 segundos, contra 54 minutos e cinco segundos do ano passado.

"Considerando as 14 primeiras rodadas do campeonato, o número de partidas com mais de 60 minutos de bola rolando deu um salto superior a 500% em dois anos: de 8, em 2014, para 42 este ano, passando por 20 em 2015", exaltou a entidade.

Mas o que mais chamou a atenção no informe da CBF foi o pacote de orientações aos árbitros, divididos em dois grupos: "Não se deve aceitar, em hipótese alguma" e "atenção para". As recomendações da entidade são bastante subjetivas e podem aumentar o autoritarismo dos juízes em campo.

São oito tópicos que os árbitros "não devem aceitar, em hipótese alguma": "Rodinhas de jogadores reclamando; dedo em riste; gritaria no ouvido; jogador pedindo cartão para o adversário; simulação; treinador gesticulando para jogar a torcida contra a arbitragem; reclamações flagrantes contra o árbitro assistente; e integrante do jogo 'mandando' o árbitro consultar o assistente".

Na categoria "atenção para", a entidade destacou os seguintes tópicos: "Bola no local correto para a cobrança do escanteio (tiro de canto; laterais cobrados muitos metros à frente do local em que a bola saiu; goleiros demorando mais do que 6 segundos para recolocar a bola em jogo; agarra-agarra na área; e na arquibancada, apenas faixas que incitem a violência não são permitidas".

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