CBF entra em campo com o S. Caetano

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) finalmente entrou em campo para defender os interesses do São Caetano, representante brasileiro na final da Copa Libertadores da América. O presidente em exercício da entidade, José Sebastião Bastos, confirmou nesta segunda-feira que a entidade dará total cobertura ao time do ABC nas finais diante do Olimpia, do Paraguai. Além disso, indicou Nabi Abi Chedid para acompanhar de perto os dois jogos decisivos, quarta-feira, em Assunção, e dia 31, no Pacaembu, em São Paulo.Nabi, atualmente, é vice-presidente da CBF e membro do Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que, coincidentemente, está instalada em Assunção, capital paraguaia."A localização da entidade não pode e não fará diferença alguma. Caberá à Conmebol manter total imparcialidade durante os dois jogos, dando condições para que o melhor time seja o campeão", explicou o dirigente, que na semana passada esteve em Buenos Aires participando da reunião do Comitê Executivo.Armação? - Um clima indisfarçável de insegurança dominou os bastidores do São Caetano após as acusações do presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, de que haveria uma verdadeira "armação" para favorecer o Olimpia, do Paraguai, na luta pelo título da Copa Libertadores. Mas, para Nabi, nada deve preocupar o vice-campeão brasileiro. "O São Caetano deve se preocupar com o jogo, apenas com o que vai acontecer dentro de campo. Fora dele, vamos fazer de tudo para que não haja nenhum tipo de interferência", completou.O presidente do clube paulista, Nairo Ferreira de Souza, se confortou com o apoio dado pela CBF, atendendo a uma solicitação feita na semana passada. "Acho que existe muito mais do que um simples título em jogo. Está em disputa a hegemonia do futebol brasileiro dentro da América do Sul, então, é fundamental que tenhamos o respaldo da CBF", disse Nairo. Ele também prefere desconsiderar o eventual favorecimento do adversário, que na próxima quinta-feira, dia 25, completa 100 anos de fundação."Acho que eles vão aproveitar isso para incentivar a presença da torcida, mas a festa vai ser nossa", brincou o técnico Jair Picerni, que conversou bastante com seus jogadores para que esqueçam os problemas extra-campo, como arbitragem, pressão e manobra s dos dirigentes. "Estamos 100% concentrados no jogo", disse Picerni.

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