CBF exagera no esquema de segurança

A seleção iniciou os treinos para o jogo com o Paraguai, dia 15, sob um rígido e desproposital esquema de segurança. Primeiro, o grupo deixou o Aeroporto Afonso Pena escoltado por seis carros da Polícia Especial do Paraná, com homens que ostentavam armamento pesado ? fuzis e metralhadoras. Alguns faziam questão de exibir as armas através das janelas. Havia também no comboio que seguia para o Centro de Treinamentos do Atlético-PR quatro motoqueiros da polícia federal e um ônibus da Polícia Militar, além de outro veículo com seguranças à paisana. O trânsito era interrompido nas ruas por onde passava a delegação e os curitibanos assistiam à cena com certo constrangimento. Ainda no aeroporto, o coronel Castelo Branco, chefe da segurança da seleção, impedia que os jogadores concedessem entrevistas, conduzindo-os pelo braço a uma sala reservada. O grupo evitou o assédio dos torcedores ? mais de 150 esperavam poder ver os atletas. Contentaram-se apenas com autógrafos de Alex e Alessandro, que entraram pela porta errada. Mesmo assim, os pequenos fãs não tiveram muito tempo. Logo, policiais federais retiraram os dois jogadores do saguão. Ao redor do moderno CT do Atlético-PR, a 30 quilômetros do centro da cidade, dezenas de policiais vigiavam o movimento dos populares. Na área do clube, o número de seguranças também era grande. Alguns circulavam com cães de raça. No início do treino, a torcida continuou distante da seleção, sem poder ocupar a arquibancada ao lado do principal campo de treinamento do Atlético. O jeito então foi procurar um espaço sobre dois caminhões de mudanças, estacionados no local. Somente depois de iniciado o treino, os portões foram liberados e a torcida pôde entrar. Mas sob a seguinte orientação: sem gritos mais entusiasmados.

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