CBF faz plano emergencial para seleção

Preocupada com a situação delicada da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, depois da derrota para o Uruguai, Luiz Felipe Scolari e Antônio Lopes irão viajar à Europa para pedir aos clubes europeus que os jogadores sejam liberados mais cedo do que o previsto para a partida contra o Paraguai, no dia 15 de agosto. Isto faz parte do plano emergencial da CBF, que começará a ser traçado na quarta-feira, em duas reuniões na entidade: uma entre os integrantes da comissão técnica e outra entre dirigentes. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, pode definir, no mesmo dia, a transferência do jogo contra os paraguaios do Rio de Janeiro para Curitiba."Vamos tentar conseguir que eles estejam aqui, pelo menos, dez dias antes", explicou o coordenador técnico Antônio Lopes, que, junto com Felipão, deve se encontrar com treinadores e dirigentes das equipe européias. Assim, repetem o procedimento adotado por Emerson Leão, que se revelou ineficaz.Após a visita de Antônio Lopes e Leão aos colegas europeus, o próprio Ricardo Teixeira se encontrou com os dirigentes dos principais clubes da Europa. Em um acordo, abriu mão dos jogadores na Copa das Confederações para contar com eles com maior antecedência para o jogo das Eliminatórias, no último domingo. Mas o acordo não foi respeitado: as equipes tinham prometido que cederiam os atletas por 15 dias, mas eles chegaram apenas 11 dias antes da partida contra o Uruguai.Pior: o meia Rivaldo só treinou durante seis dias, o que revoltou Ricardo Teixeira, que chamou a diretoria do Barcelona de "leviana". "Não adianta ficar preocupado com isto, temos de trabalhar", resignou-se Antônio Lopes. Ao assumir a seleção, Scolari não mostrava um atitude tão conciliadora, prometendo "troco", em caso dos acordos serem descumpridos. O treinador revelou que espera se encontrar, pessoalmente, com os dirigentes da Roma - clube de Cafu, Antonio Carlos e Emerson - para pedir cooperação.Pelo acerto anterior, os jogadores se apresentariam sete dias antes da partida. A lista de convocação terá de ser divulgada com 14 dias de antecedência e não deverá apresentar surpresas. "Vai ficar o mesmo grupo", revelou Antônio Lopes.A possibilidade de o Brasil disputar amistosos antes do jogo contra o Paraguai foi praticamente descartada pelo coordenador técnico da seleção. "O que adianta jogar com um time que não vai contar com os titulares?", questionou Antônio Lopes. Ele lembrou que, pelo menos, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos e Romário não poderiam participar dessas partidas.A presença do atacante Ronaldo no jogo com o Paraguai é difícil, já que o seu retorno aos campos está previsto para o dia 17 de agosto.A comissão técnica começa a traçar planos modestos nas Eliminatórias. Para Antônio Lopes, o Brasil disputará a quarta vaga, pois ele considera que o Equador e o Paraguai estão quase garantidos e a Argentina já conseguiu a sua classificação. "Vamos disputar com Uruguai e Colômbia", previu o coordenador.Mudança - Outra medida que faz parte do plano emergencial da CBF é modificar o local da partida com o Paraguai, do Maracanã para o estádio Couto Pereira, em Curitiba. Embora o motivo oficial para a alteração seja o racionamento, que não atinge a região Sul do País, a entidade quer evitar a pressão da torcida, inevitável no Rio.

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