CBF interveio na convocação da CT

A diretoria da CBF interveio no trabalho da comissão técnica da seleção e ordenou a exclusão da lista, para a disputa da Copa das Confederações, de jogadores que estejam em atividade na Copa do Brasil, Taça Libertadores da América e finais de campeonatos estaduais. Por conta disso, o coordenador-técnico Antonio Lopes divulgou hoje uma pré-lista de 35 nomes, na sede da CBF, estranhamente sem a presença do treinador Emerson Leão. "Ele tinha um compromisso inadiável em São Paulo", disse Lopes, tentando justificar a ausência do colega. No início da semana, Leão enfatizou que não negociaria com clubes a liberação de nenhum jogador. A pré-lista foi enviada hoje mesmo à Fifa e será reduzida a 23 atletas até o dia 20 de maio. A relação divulgada por Lopes traz nomes sem condições técnicas de compor uma seleção brasileira, como Marcão, do Fluminense, Donizete, do Botafogo, e Leomar, do Sport, que vai integrar o grupo pela segunda vez. Leomar, de acordo com o próprio Leão, é um jogador "nota 7". O Santos, embora na fase final do Paulista, cedeu seis jogadores. Mas sob a condição de que só poderiam ser liberados após a participação do clube na competição. A Ponte Preta aprovou a convocação do atacante Washington, mas nas mesmas condições estabelecidas pelo Santos. Lopes explicou que o São Caetano, apesar de estar disputando a Taça Libertadores, não se importou em ceder o lateral Cesar. Novamente, o trio de "estrangeiros" do Brasil mais badalado na Europa, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos, ficou fora da seleção. O Fluminense, eliminado da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca, cedeu quatro jogadores. Além de Marcão, foram selecionados os meias Fabinho e Ramon e o atacante Magno Alves, reserva do time. Lopes disse que todos os convocados "são de nível internacional" e que, por isso, Leão terá condições de formar um bom time para a Copa das Confederações (de 30 de maio a 10 de junho). "Não estamos preocupados com cobrança." Tempo - O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, anunciou um prazo maior para a preparação da seleção brasileira antes dos jogos restantes das eliminatórias do Mundial de 2002. Contra o Uruguai, em 1 de julho, a equipe terá 15 dias para treinar, segundo disse Teixeira. Para as demais partidas, a seleção desfrutará de sete dias para treinos. Isso só foi possível graças a um acordo da CBF com os principais clubes brasileiros e os do exterior que possuem jogadores de destaque, indispensáveis para a seleção dirigida por Leão.

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