Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

CBF marca Assembleia Geral para próxima semana e pode confirmar afastamento de Rogério Caboclo

Comissão de ética da entidade pede que presidente fique suspenso do cargo por 21 meses após casos de assédio moral e sexual contra funcionária

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2021 | 16h58

O destino de Rogério Caboclo no comanda da CBF está perto de ser definido. No dia 29 de setembro, a entidade se reunirá em Assembleia Geral Extraordinária para avaliar a mais recente decisão do Comitê de Ética sobre o afastamento do ex-mandatário pelo prazo de 21 meses após investigações sobre caso de assédio moral e sexual contra uma funcionária.

Pelo estatuto da CBF, a decisão da Comissão de Ética da entidade precisa ser referendada pelos presidentes das federações. A comissão pode inocentar o presidente afastado, ou sugerir de advertência a afastamento definitivo - mas, para isso, pelo menos 3/4 dos dirigentes de federações estaduais precisarão dar aval. "Levando em conta a relevância do assunto a ser tratado, contamos com a indispensável presença de todas as Federações filiadas", finaliza a nota assinada pelo presidente interino Ednaldo Rodrigues.

Em 24 de agosto, o mesmo órgão da CBF havia definido um afastamento de 15 meses devido a "conduta inapropriada". No entanto, a nova indicação formalizada nesta segunda-feira identifica o caso como "assédio", fato que levou ao aumento do tempo de afastamento de Rogério Caboclo.

Se a Assembleia Geral ratificar a orientação da Comissão de Ética, Caboclo ficará ausente do cargo até março de 2023, retornando apenas um mês antes do fim de seu mandato. O caso de assédio contra uma secretária da entidade veio à tona em junho, poucos dias antes do início da Copa América, que teve sua realização transferida para o Brasil.

Patrocinadores e a Fifa observam o desenrolar das investigações da CBF com preocupação. A seleção brasileira tem grande representação e importância no mercado publicitário e esportivo. Dirigentes importantes, somados aos principais clubes do País, tentam confirmar a saída de Rogério Caboclo da presidência para dar início a um novo ciclo, com maior participação das equipes nos rumos do futebol.

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