Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

CBF aciona STF para impedir acesso às contas de cartolas

Del Nero vai ao Supremo para 'proteger' entidade e dirigentes

O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2015 | 12h52

A CBF decidiu tentar impedir, no Supremo Tribunal Federal (STF), qualquer acesso da CPI do Futebol a documentos envolvendo dirigentes ligados à entidade. Além de o presidente Marco Polo Del Nero ter solicitado ao órgão que impeça a quebra de seu sigilo bancário e fiscal, a entidade também tenta impedir o acesso aos repasses que fez às federações estaduais e a seus dirigentes. No mesmo pedido, procura evitar que a CPI que os senadores recebam os contratos referentes aos amistosos da seleção brasileira e aos direitos de transmissão.

O acesso às contas de Marco Polo del Nero e aos repasses feitos às federações foram aprovados pela CPI em sessões recentes. O resultado contra a tentativa de bloqueio será divulgados nos próximos dias.

Na noite de quinta-feira, o presidente da CPI, o senador Romário (PSB-RJ), enviou ao ministro Edson Fachin as justificativas para a quebra do sigilo de Del Nero. Alegou como motivo principal o fato de haver suspeitas, levantadas pela investigação do FBI, de envolvimento do dirigente na irregularidades nos contratos de marketing e de direitos de transmissão de várias competições, entre elas quatro edições da Copa América.

A ação contra a divulgação dos repasses às federações está na mesa do ministro Marco Aurélio Mello. A CPI quer ter acesso aos dados dos últimos 10 anos. A CBF faz repasses de até R$ 2 milhões por ano às federações e os dirigentes recebem até R$ 15 mil mensais como ajuda de custo. A "ofensiva'' da CPI contra as federações vai continuar na próxima terça-feira. Os membros da comissão vão se reunir para apreciar, e a tendência é de que aprovem, requerimentos aos Ministérios Públicos de todos os estados e do Distrito Federal, para que enviem informações sobre todas as ações judiciais eventualmente existentes contra as federações.

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