CBF não dá bola para o São Paulo

Em nome da transparência e credibilidade do Campeonato Brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem se incomodou com as reclamações, principalmente do São Paulo, que não gostou da decisão da entidade em dar seqüência ao confronto contra o São Caetano, interrompido aos 14 minutos do segundo tempo, na quarta-feira, com a morte do zagueiro Serginho. Apesar das queixas, o diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio, responsável pela organização do Nacional, afirmou que realizar uma nova partida desde o início não seria a atitude correta. "Não fazemos acordo para privilegiar quem quer que seja. Eles estão se queixando porque seria mais conveniente jogar tudo de novo para poder fazer um gol que, até aquele momento, não fizeram", disse o diretor técnico da CBF. "Tomamos a decisão tendo por base a coerência e os artigos nº 14 e 15 do Regulamento Geral de Competições." Elísio destacou que o regulamento não prevê a morte de um atleta para que uma partida possa ser paralisada e, com isso, optou-se por prosseguir a partida, principalmente, observando o art. nº 15, parágrafo 2º: "As partidas depois de iniciadas e que forem suspensas em definitivo, pelos motivos constantes dos incisos 1, 4 e 5 do § 1º do artigo 14, até o termino do 29º (vigésimo nono) minuto do 2º tempo, serão complementadas no dia seguinte e caso tais motivos persistirem, em data a ser marcada pelo Departamento Técnico da CBF, desde que nenhuma associação tenha dado causa à suspensão, dela podendo participar os atletas relacionados na súmula da partida suspensa, exceto os que nela tiverem sido expulsos ou que tenham completado o número limite de cartões amarelos ou aqueles que foram substituídos". Os motivos aos quais se refere o parágrafo, "incisos 1, 4 e 5", são: falta de garantia, conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio, e procedimento contrário à disciplina por parte dos componentes das associações e/ou de suas torcidas, respectivamente. "Por isso, tivemos que nos adequar". Quanto aos questinamentos feito pelo técnico do São Paulo, Emerson Leão, sobre cartões amarelos e jogadores contundidos, o dirigente da CBF foi suscinto. Lembrou que como é a continuação de uma partida se algum jogador for suspenso por ser advertido com cartão, poderá atuar normalmente, desde que já estivesse relacionado na súmula. "Conversei com o departamento Jurídico para saber se caso algum jogador não possa atuar na quarta-feira, por motivo de contusão, como iremos proceder. A única dúvida é saber se computaremos a troca como uma substituição ou não", explicou Elísio. "Ainda não sabemos. Vamos esperar o São Paulo jogar amanhã para ficarmos diante de uma situação concreta. Até porque, o regulamento nos dá o direito de resolver este tipo de problema que, com certeza, se enquadra nos casos omissos (art. nº 69 - Os casos omissos ou que venham gerar dúvidas serão resolvidos pelo Departamento Técnico da CBF)."

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