CBF não deve aceitar queixa do São Paulo

A representação que o São Paulo deve entregar à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra o árbitro Paulo César de Oliveira não deve surtir nenhum efeito. A entidade até delega poderes ao diretor da Comissão de Árbitros, Armando Marques, para tomar alguma medida punitiva aos árbitros do quadro nacional. Mas o dirigente não costuma atender a nenhum pedido de clube e tem o hábito de decidir por conta própria a aplicação de alguma pena - no caso, deixar o juiz na ?geladeira? por algum período. Oliveira foi acusado pelos dirigentes do São Paulo de ter prejudicado o time na partida contra o Guarani, no sábado, quando, entre outras decisões contestadas, assinalou um pênalti duvidoso para a equipe de Campinas, aos 47 minutos do segundo tempo, o que resultou no gol de empate do jogo. Antes, ele também apitara São Paulo x Corinthians e já se envolvera em polêmicas com o clube. A possível representação pode apenas servir como pressão contra Paulo César Oliveira. O mais indicado ao São Paulo seria entrar com uma denúncia na Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com o arrolamento de testemunhas, ou seja, de alguns jogadores do clube, para que confirmassem em juízo eventuais ofensas ou intimidações do árbitro contra os atletas do São Paulo no decorrer das partidas, mais especificamente a Grafite. Dessa forma, acatando o pedido, o STJD criaria um processo disciplinar para julgar Oliveira em duas instâncias. Paulo César de Oliveira poderia então ser enquadrado nos Artigos 272 e 273 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro diz respeito a "atitude contrária à disciplina ou à moral esportiva", assumida no estádio, "antes, durante ou depois da partida". E prevê pena bastante severa: suspensão de 60 a 120 dias. O Artigo 273 ("praticar atos com excesso ou abuso de autoridade") é mais rigoroso na punição - o afastamento variaria de 60 a 180 dias. Contra o Guarani, Oliveira teria chamado Cilinho e Alê para briga no final do jogo, de acordo com o técnico Cuca.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 17h08

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