Ricardo Mazalan/AP
Ricardo Mazalan/AP

CBF não deve ir à Fifa contra punição de Neymar

Dirigentes não querem que o atacante perca jogos das Eliminatórias

Almir Leite e Gonçalo Júnior, ENVIADOS ESPECIAIS A SANTIAGO, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 07h00

O risco de Neymar ter de cumprir nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 parte da punição que lhe foi imposta pela expulsão no jogo entre Brasil e Colômbia pela Copa América tornou ainda mais importante a partida de sábado contra o Paraguai. Se a seleção brasileira ganhar, jogará mais duas vezes na competição sul-americana e fará o craque cumprir integralmente sua pena. Se for eliminada, vai ter de dar os dois primeiros passos da caminhada rumo à Rússia sem seu principal jogador.

A CBF considera ser possível discutir a posição da Fifa que obrigaria Neymar a cumprir a pena em uma competição organizada por ela, caso das Eliminatórias, e não da Conmebol, caso da Copa América de 2016. "Entendemos que cabe debate", disse o secretário-geral da entidade, Walter Feldman. No entanto, pelo menos por enquanto, não existe disposição de uma interpelação à Fifa.

A justificativa de Feldman para não iniciar a discussão com a Fifa é simples: "Não vamos precisar fazer isso. Acreditamos que a seleção vai seguir em frente na Copa América. É com essa perspectiva que trabalhamos".

O dirigente rebateu o questionamento sobre um desconhecimento, por parte da CBF, da possibilidade de a pena de Neymar ser extensiva às Eliminatórias quando decidiu desistir de entrar com recurso na Conmebol. O jogador foi suspenso por quatro partidas e uma apelação reduziria a pena para três jogos - o que na pior das hipóteses o tiraria apenas da rodada inaugural das Eliminatórias.

A entidade obteve a informação de que não teria sucesso no recurso. Isso, a vontade de Neymar em se desligar e a posição favorável da comissão técnica levaram à desistência. "Concluímos que nada era mais importante do que evitar qualquer instabilidade ao grupo", assegurou Feldman

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