Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

CBF opta por inédito transporte de helicóptero 'para evitar desgaste de atletas'

Só dois jogadores convocados usaram via terrestre para percorrer os 95 km que separam o Rio de Teresópolis

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 13h06

O uso de helicópteros para levar a delegação brasileira à Granja Comary, em Teresópolis, é uma novidade nas três décadas de existência do CT da seleção, na região serrana do Rio. Historicamente, o elenco sempre foi transportado em vans ou ônibus.

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Desta vez, apenas dois jogadores convocados usaram via terrestre para percorrer os 95 quilômetros que separam o Rio de Janeiro de Teresópolis - e por opção. Ao todo, três aeronaves estão sendo usadas.

Além do helicóptero da própria CBF, a entidade fretou uma aeronave, enquanto Neymar viajou em outra acompanhado dos colegas de Paris Saint-Germain. A assessoria de imprensa da CBF não soube informar se o veículo era próprio do atacante ou se ele havia fretado. Alisson, Alex Sandro, Miranda e Diego, que se apresentarão apenas na terça-feira, também irão à Granja por via aérea. Apenas Danilo e Casemiro optaram por ir de carro.

Segundo a CBF, a decisão de usar helicópteros partiu da comissão técnica da equipe nacional. "Eles consideraram que seria uma maneira de desgastar menos os atletas", informou a assessoria de imprensa da seleção. Na quarta-feira, todo o elenco viaja de Teresópolis ao aeroporto do Galeão, no Rio, em ônibus.

A Granja Comary se tornou CT da seleção em 1987. Desde então, o transporte dos jogadores sempre foi feito de ônibus ou vans. Houve casos isolados de atletas que optaram pelo uso de helicóptero - o mais recente exemplo foi um caso médico, em 2014, quando Neymar deixou a Granja após sofrer a lesão que o tirou da Copa do Mundo.

Em geral, apenas cartolas da CBF optam pelo uso de helicópteros. O ex-presidente da entidade José Maria Marin, por exemplo, chegou a atrapalhar um treino preparatório ao Mundial de 2014 para pousar seu helicóptero na Granja. Atualmente, Marin está em prisão domiciliar, em Nova York.

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