CBF quer reajuste de patrocinador

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quer receber um reajuste de 100% nas parcelas que tem a receber do contrato de patrocínio da seleção com a Coca-Cola. A informação é de uma fonte ligada à entidade que participa da renegociação do compromisso entre as duas partes. Por enquanto, a CBF e a Coca-Cola não pensam em rescindir o contrato, que tem duração até 2002.Para pedir uma melhoria do contrato, a entidade argumenta que, quando foi assinada a primeira renovação do compromisso, em 1994, o dólar tinha paridade com o real. Em 1999, com a desvalorização cambial, o montante, que foi fixado em real, passou a ser correspondente à metade do valor inicial em dólar. "Houve uma perda de 100%", diz a fonte.O contrato tem o valor de R$ 30 milhões e foi assinado, em sua primeira versão, em 1990, segundo informou a Coca-Cola. Foi feita uma renovação em 1994 e outra em 1997, que estendeu a duração do compromisso até janeiro de 2002.Apesar de ter pedido a renegociação do contrato, a CBF não pensa, no momento, em rescindi-lo. "É um cliente muito antigo e há interesse em mantê-lo", explica a fonte ligada à CBF. A entidade, no entanto, quer receber um montante equivalente ao que vale a seleção.A Coca-Cola também não quer interromper o contrato de patrocínio, atribuindo à CBF o desejo de renegociá-lo. Mais: tem interesse em firmar um compromisso por mais dez anos, depois de 2002.No caso de uma rescisão, segundo a fonte ouvida pela Agência Estado, a CBF não teria de pagar nenhuma multa, pois haveria um acerto entre as partes para, simplismente, antecipar o seu fim. A idéia é evitar que uma possível interrupção do patrocínio chegue à Justiça.A CPI da CBF/Nike já pediu uma cópia do contrato entre a Coca-Cola e a CBF para analisá-lo, assim como fez com o da Nike. A intenção dos parlamentares é entender se a entidade foi prejudicada nos acertos feitos por sua diretoria.Made in Brazil - As negativas de que o contrato entre CBF e Coca-Cola pode acabar serviu para encerrar as especulações de uma associação do Guaraná Antártica com a seleção. A fonte ligada à CBF garantiu que não houve nenhuma negociação para procurar outros patrocínios para substituir o da Coca-Cola, o que não será feito enquanto o compromisso com a Coca-Cola estiver sendo revisto.A assessoria da Ambev, que detém a marca do Guaraná, também negou que tenha tido contatos com a CBF para tentar patrocinar a seleção. Segundo a Ambev, "não há informações a serem fornecidas sobre o assunto porque não houve uma negociação até o momento".

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