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Utilização do vídeo-árbitro é vetada, mas CBF não vai desistir

International Board se reúne em novembro e pode autorizar uso

O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2015 | 17h56

A CBF recebeu um "não'' da International Board ao seu pedido para utilizar vídeos como recurso de ajuda ao árbitro, mas não pretende desistir tão facilmente.  A entidade montou um grupo de trabalho, comandado pelo diretor do departamento de arbitragem, Sérgio Correa, que vai continuar trabalhando na busca de material e exemplos que convençam a Board - órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol - a permitir o uso do vídeo-árbitro em caráter experimental já no próximo Campeonato Brasileiro.

A negativa da Board foi comunicada oficialmente ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, pelo secretário-geral do órgão, Lukas Brud. Porém, na própria correspondência enviada ao presidente, ele encoraja que os estudos continuem. "Lemos a sua proposta com grande interesse, já que ela aborda todos os aspectos relacionados e pertinentes a este assunto e a sua proposta é extremamente bem elaborada", disse.

O teor da mensagem do secretário-geral foi entendido pela CBF como um sinal de que ainda pode ter esperança - Brud também informou que discussões sobre o tema estão ocorrendo na International Board e que se no futuro o vídeo-árbitro vier a ser testado a CBF será convidada a participar da experiência. Por isso, vai aprofundar os estudos para que sejam apresentados na próxima reunião do órgão, marcada para 26 de novembro em Cardiff, País de Gales.

Nessa ocasião, a ideia da CBF será defendida pelo responsável pelo programa de introdução da tecnologia nos torneios brasileiros, Manoel Serapião Filho. A International Board, então, decidirá se autoriza ou não a adoção do recurso em caráter experimental.  Se o projeto for aprovado em primeira instância em 26 de novembro, terá ainda que ser chancelado na Reunião Anual Geral, em 5 de março de 2016.

Inicialmente, a CBF enviou sua solicitação para utilizar imagens para auxiliar os árbitros à Fifa, que repassou ao pleito à Board. A intenção da entidade é recorrer ao vídeo-árbitro nas seguintes situações: dúvida se a bola entrou ou não no gol; saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti; definição do local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti; gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas de modo claramente equivocado; impedimentos por interferência no jogo, caso na mesma jogada haja gol ou pênalti; e jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem.

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