Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

CBF reforça segurança e deve alterar horários de saída para a partida

Além do aumento na escolta no treino, entidade estuda antecipar a saída do hotel

ALMIR LEITE - Enviado especial / Colaborou SÍLVIO BARSETTI, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2013 | 23h03

SALVADOR - A possibilidade de a seleção brasileira ser alvo de um ataque de radicais na esteira dos protestos que tomam conta do País é considerada remota, mas, mesmo assim, a CBF resolveu reforçar a segurança da delegação.

A decisão foi tomada numa reunião realizada nesta sexta-feira pela manhã no Rio, com canal direto com os responsáveis pela segurança de jogadores e comissão técnica que estão em Salvador, comunicada à Fifa e implantada já à tarde. O ônibus que levou o grupo ao treino no estádio de Pituaçu foi escoltado por 11 motos e 7 carros policiais, um esquema mais rígido do que o feito em outras cidades.

O “sinal amarelo” foi aceso na CBF na noite de quinta, quando dois micro-ônibus que transportam pessoal da Fifa foram depredados em Salvador e também houve tentativa de invasão no hotel em que alguns funcionários da entidade se hospedam. E nesta sexta, um funcionário de chefia do COL (Comitê Organizador Local), uniformizado, foi agredido no caminho até a Fonte Nova.

Neste sábado, na ida à Fonte Nova para o jogo com a Itália, a seleção brasileira terá esquema de segurança reforçado e pode até alterar o horário de saída de hotel. A alternativa é sair mais cedo para, no caso de haver algum protesto nas proximidades do estádio a delegação não ficar retida e sofrer atraso.

O temor de algum incidente levou à reunião, que teve a participação do presidente da CBF, José Maria Marin, e do vice-presidente (e presidente da Federação Paulista) Marco Polo del Nero. Além da proteção à delegação, também foi discutida, em outra parte do encontro e com a presença de membros do COL (Comitê Organizador Local), como fazer chegar ao governo federal as aflições e a cobrança da Fifa.

No mesmo momento, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff reunia-se com vários ministros, entre eles o do Esporte, Aldo Rebelo. O tema principal foi os protestos País afora, mas Dilma demonstrou especial preocupação com o fato de as manifestações atingirem a Copa das Confederações, arranhando a imagem do Brasil. Foi decidido reforçar a segurança das delegações, da Fifa e do COL.

Já Del Nero saiu da reunião da CBF para um encontro com cartolas da Fifa, entre eles Jérôme Valcke. O secretário-geral cancelou uma reunião em São Paulo com a vice-prefeita Nadia Campeão e com o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanchez, responsável pela construção do Itaquerão, para discutir o andamento das obras.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.