CBF: renúncia ou intervenção

As denúncias de corrupção levantadas pela CPI do Futebol poderão levar o governo a intervir na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo informação veiculada hoje pelo jornal ?O Globo?, o ministro dos Esportes, Carlos Melles, consultou a Advocacia-Geral da União sobre a possibilidade de o governo assumir temporariamente o comando da entidade. Para o ministro, a CBF está sem rumo e uma intervenção não está descartada, desde que isso não traga problemas para a seleção, que poderia ficar impedida de disputar as eliminatórias e até mesmo a Copa do Mundo. É que os estatutos da Fifa proíbem intervenção governamental em suas confederações e associações. Independente do parecer da Advocacia-Geral, o ministro teria confidenciado a assessores que vai defender a renúncia do presidente da CBF, Ricardo Teixeira - acusado de envolvimento em evasão fiscal; de fazer transferências de dinheiro para paraísos fiscais, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. O jornalista Juca Kfouri, do diário esportivo Lance, informa que Pelé também entrou no processo e estaria articulando uma saída honrosa para Teixeira. Segundo Kfouri, Pelé estaria conversando com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, tentando convencê-lo a oferecer uma das vice-presidências da entidade a Ricardo Teixeira. O comando do futebol brasileiro passaria então para as mãos de alguém mais ligado ao setor. Um nome que aparece forte, segundo o jornalista, seria o do técnico Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 94, nos Estados Unidos.

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