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CBF respeita Justiça, mas vai recorrer para ter eleição no dia 16

Pedido de suspensão da votação foi feita por Delfim Peixoto

Estadão Conteúdo

12 de dezembro de 2015 | 14h45

A CBF prometeu neste sábado recorrer contra a decisão judicial que suspendeu a eleição para vice-presidente da entidade, na sexta-feira. Em caráter liminar, a 2ª Vara Cível acatou pedido do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho, no fim da tarde, impedindo a realização do pleito marcado para o dia 16, próxima quarta-feira.

Em nota, a CBF disse respeitar a decisão, mas avisou que vai recorrer para manter a eleição no dia 16. "A CBF reitera seu profundo respeito e absoluta confiança na Justiça brasileira. Por estas razões, respeitará a determinação judicial e apresentará o cabível recurso, certa que o melhor direito prevalecerá ao final", registrou a entidade.

No despacho que suspendeu liminarmente a eleição, o juiz Mauro Cunha Olinto Filho afirma que "há uma convocação pelo Presidente em exercício da ré (CBF), para suprir um dos cargos de Vice-Presidente, sem que haja sequer a indicação de qual dos cinco cargos estaria vago". O magistrado considerou ainda "que há indícios de irregularidades na forma de convocação (em 4 de dezembro de 2015), feita às pressas por conta do pedido de licença de [Marco Polo] Del Nero no dia anterior".

A assembleia geral extraordinária, que vai eleger um novo vice-presidente, foi convocada na sexta-feira da semana passada como primeiro ato do presidente em exercício da CBF, Marcus Vicente. A intenção da entidade é eleger um candidato para a vaga de José Maria Marin, que supostamente estaria vaga por ausência do cargo - está preso nos Estados Unidos.

Marcus Vicente assumiu a presidência da entidade em caráter temporário enquanto Marco Polo Del Nero, indiciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, decidiu se licenciar do cargo por 150 dias para se concentrar em sua defesa.

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