Reprodução/FifaQuality.com
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CBF tem dificuldade com árbitro de vídeo e pode adiar adoção na próxima rodada

Apesar da pressão do presidente Marco Polo Del Nero, recurso não deve ser utilizado no final de semana

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2017 | 21h10

A CBF está encontrando dificuldades técnicas para a implantação do Árbitro de Vídeo. O sistema tem algum nível de complexidade e a Comissão de Arbitragem ainda não conseguiu encontrar a melhor maneira de resolver os problemas. A disposição de utilizar o recurso já na próxima rodada do Campeonato Brasileiro permanece, mas existe uma corrida contra o tempo para que a estreia possa ocorrer.

Reunião realizada nesta terça-feira na sede da entidade, no Rio, com a presença de integrantes da comissão e a participação de representantes da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão e que vai ceder as imagens, debateu as dificuldades. Entre as questões a ser resolvidas estão a transmissão do sinal, a forma de uso das imagens, locais para instalação dos equipamentos nos estádios e até a aquisição de monitores e sua alimentação.

As discussões prosseguirão nesta quarta-feira. Há quem considere ruim a pressa na adoção do Árbitro de Vídeo - o uso do recurso foi determinado pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, na última segunda-feira, em reação à polêmica causada pelo gol marcado com a mão pelo atacante Jô na vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco, no dia anterior. Não está descartado um adiamento.

Outro problema é que poucos árbitros brasileiros da ativa receberam treinamento para trabalhar com o vídeo. Sandro Meira Ricci, Wilson Pereira Sampaio e Anderson Daronco fizeram curso na Conmebol, que vai implantar o sistema nas semifinais da Copa Libertadores. Péricles Bassols Pegado Cortez está sendo preparado pela CBF.

Além disso, a CBF terá de obter uma autorização da International Board (Ifab) para que possa usar oficialmente o vídeo na arbitragem do Campeonato Brasileiro. Foi o que disse nesta terça-feira o Estado o secretário-geral da entidade, Lucas Brud.

O dirigente elogiou a preparação da CBF. "Principalmente considerando o tamanho do país e da diferença de infraestrutura que existe entre os estádios, acredito que o trabalho tem sido bem feito", afirmou.

Lucas Brud também indicou que a entidade não vê problemas em adotar a tecnologia inicialmente para apenas alguns jogos, como planeja a CBF, e aos poucos expandir para todo o torneio. "Na Polônia, a tecnologia está sendo implementada aos poucos. Começaram com um jogo a cada semana e, agora, passaram a ter dois".

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