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CBF tem o maior faturamento de sua história e atinge receita de R$ 647 milhões

Lucro líquido da entidade comandada por Marco Polo Del Nero foi de R$ 44 milhões em 2016

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2017 | 16h34

A CBF teve em 2016 o maior faturamento de sua história, atingindo uma receita de R$ 647 milhões. O montante é 2,5 vezes maior do que aquele alcançado em 2010, ano da Copa do Mundo da África do Sul. Apesar do momento de crise pelo qual passa o País, o lucro líquido da entidade no exercício do ano passado foi de R$ 44 milhões.

Se comparado a 2015, o faturamento teve um salto de R$ 137 milhões, mas mesmo assim o lucro ficou abaixo – a CBF teve superávit de R$ 72 milhões um ano antes. O aumento do que a entidade chama de “investimento no futebol” foi uma das causas, mas parte dessa diferença também se explica pela variação cambial, que nas contas da confederação chegou a R$ 39 milhões.

Os números foram apresentados nesta terça-feira em assembleia com dirigentes das 27 federações estaduais e foram aprovados “por unanimidade e sem ressalvas”, segundo o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Apesar de todos os cartolas presentes saírem do encontro na sede da entidade com o balanço em mãos, o documento ainda não foi publicado sob alegação de “questões burocráticas”.

Do total alcançado com receitas, a maior parte foi oriunda de patrocínios: R$ 411 milhões. Outros R$ 117 milhões foram arrecadados através de direitos de transmissão, enquanto o restante veio basicamente de taxas pagas à CBF.

Entre os gastos, o futebol consumiu a maior parte. “Ficou em torno de R$ 280 milhões, considerando seleção principal, feminina, base, campeonatos e fomento em geral”, explicou Feldman. “Se considerarmos também o investimento indireto, esse número chega a R$ 480 milhões.” O secretário-geral destacou ainda que a CBF pagou R$ 104 milhões em impostos.

A assembleia que aprovou as contas mais uma vez contou apenas com dirigentes das federações. Os clubes não foram convidados, apesar de isso ser apontado como desrespeito à Lei do Profut. “Não está na lei (que os clubes devam participar). Temos pareceres de sete juristas renomados apontado isso”, declarou Feldman.

Mesmo assim, o secretário-geral assegura que a CBF tem mantido boa relação com os clubes depois da polêmica mudança no estatuto da entidade no mês passado, que tirou poder das agremiações ao atribuir menor pontuação nos votos dos clubes em assembleias da entidade. “Temos conversado com todos”, assegurou.

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