CBF troca Coca-Cola pelo guaraná

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira anunciou ontem, durante jantar que ofereceu a jornalistas em Brasília, que "nos próximos dias" a entidade vai assinar um dos maiores contratos de patrocínio do futebol mundial. A Seleção Brasileira vai passar a usar em seu uniforme de treino, e nos painés que servem de fundo para as entrevistas coletivas do técnico da Seleção, a logomarca da Ambev, dona da marca do Guaraná Antártica. O valor do contrato anual deve ultrapassar a U$ 10 milhões, e atingir U$ 170 milhões até a Copa do Mundo de 2014.Atualmente a CBF mantém um contrato com a Coca-Cola no valor de R$ 30 milhões, assinado, em primeira versão em 1990, e renovado duas vezes seguidas. Em 1994 e 97. Este contrato está sendo analisado pelos deputados da CPI da CBF/Nike. A exemplo daquele que a CBF mantém com a multinacional de material esportivo Nike, a CPI quer investigar se a CBF saiu prejudicada no contrato com a Coca-Cola.Ricardo Teixeira ainda não sabe quanto a CBF vai pagar à Coca-Cola pelo rompimento do acordo atual que vai até 2002, mas garantiu que mesmo tendo de custear a rescisão do contrato a parceria com a Ambev "será compensadora para a Seleção Brasileira", garantiu Teixeira. Há uma preocupação na CBF para evitar que o rompimento com a Coca-Cola tenha de ser resolvida na Justiça o que pode resultar em um desgaste ainda maior para CBF, alvo de investigações na CPI da Nike, na Câmara e do Futebol, no Senado Federal. A CPI da CBF/Nike confirmou para o dia 10 de abril, o depoimento de Ricardo Teixeira.

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