CBF vai confirmar unificação dos títulos a partir de 1959

Palmeiras e Santos passarão a ser os maiores campeões brasileiros, com oito troféus cada

WAGNER VILARON - O Estado de S. Paulo,

13 de dezembro de 2010 | 22h52

SÃO PAULO - A história do futebol brasileiro vive a iminência de ser modificada. Dirigentes de alguns dos principais clubes do País foram informados nesta segunda-feira de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai oficializar as conquistas da Taça Brasil, do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, e da Taça de Prata, disputados entre 1959 e 1970, como legítimos títulos brasileiros. Assim, os dois clubes mais beneficiados com a mudança são Palmeiras e Santos, que passam a ter oito títulos nacionais cada. A expectativa é de que o anúncio oficial seja feito após a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, em Abu Dabi.

A decisão atende a antiga reivindicação dos clubes. Recentemente, foi encaminhado à entidade um dossiê no qual os clubes procuravam mostrar que as duas competições representavam, na época, o mesmo que o atual Campeonato Brasileiro, que passou a ter essa denominação em 1971, quando foi vencido pelo Atlético-MG. Essa é a razão de o Galo ser considerado, pelo menos até aqui, o primeiro campeão brasileiro. Essa honra, porém, passará ao Bahia, vencedor de 1959.

O assunto voltou a ganhar destaque nos últimos dias com a conquista do Fluminense.

Oficialmente, o time das Laranjeiras levantou seu segundo troféu do Brasileiro (o outro foi em 1984). No entanto, todo torcedor tricolor ostentou faixas com os dizeres "tricampeão brasileiro", menção ao título de 1970. Cruzeiro e Botafogo também "ganharam" uma estrela a mais, com o reconhecimento das campanhas de 1966 e 1968, respectivamente.

O presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, não escondeu a satisfação com a informação. Para o dirigente santista, o momento é de festa. "Já tinha essa informação desde a semana passada, quando me sentei ao lado do João Havelange na festa de encerramento do Brasileiro", lembrou.

"Mostramos para o presidente da CBF [Ricardo Teixeira] que ele poderia entrar para a história dos clubes com essa medida. Mostramos que não fazia o menor sentido jogadores como Pelé e Tostão não terem títulos brasileiros. Ele se mostrou sensibilizado e agora é só festejar."

Procurada pelo Estado, a assessoria da CBF informou que a solicitação dos clubes tem sido analisada, que a chance de ser aceita é grande, mas ainda não há nada oficializado.

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